Por que o ovo está mais caro? Especialista explica aumento e como queda de inflação acontece; entenda

Redação Portal Norte

A inflação dos alimentos no Brasil afetou também o preço do ovo e gerou preocupação entre supermercados, feirantes e consumidores. Mas por que essa alta ocorreu? 

O economista e assessor de investimentos Alex Barros explica que a lei da oferta e da procura move a alta dos preços, combinado ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB). 

“Um dos fatores para o aumento do ovo tem a ver com o PIB e, em contrapartida, nós também temos o aumento da carne bovina e as pessoas passaram a ter que consumir uma proteína mais barata, que é o ovo. É a questão da oferta e da procura”, explicou. 

O especialista afirma ainda que existe uma diferença de preços de acordo com a cor dos ovos. No caso do ovo caipira, o aumento foi de mais de 40%, enquanto o branco ultrapassa os 30%.  

Aumento do PIB casado com lei da oferta e da procura refletem em aumento do ovo. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Exportação

O assessor de investimentos salientou ainda que todo o aumento relata um contexto de exportação. 

“Com o câmbio em alta, o produtor procurou priorizar o mercado externo e por isso o PIB aumentou. Há um elevado preço de ovo nos Estados Unidos também e, então, precisamos aumentar a exportação e consequentemente os valores. Tudo afeta o mercado interno”, destacou Barros. 

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), só em janeiro de 2025 foram exportadas 2.3 toneladas de ovos. Em 2024, o número chegou a 18.4 toneladas.

A associação explica ainda que a alta registrada no preço dos ovos é normal no período pré e durante a quaresma.

Como ocorre a diminuição da inflação? 

O economista pontuou que para uma mudança de contexto é necessário reduzir o consumo. “Para que exista uma redução do consumo, é preciso elevar a taxa de juros e com isso, existe inibição de crédito, acontecendo política monetária restritiva”, afirmou. 

A declaração coincide com os dados do Boletim Focus, divulgado na última segunda-feira (24), em que é revelada uma inflação mais alta ao fim deste e do próximo ano, mantendo nos mesmos parâmetros o PIBe para a taxa básica de juros, a Selic.