Preço dos ovos dispara e preocupa mercado; veja como isso afeta o consumidor

Redação Portal Norte

O preço dos ovos no atacado segue em alta constante, gerando preocupação entre supermercados, feirantes e consumidores.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a valorização do produto tem se intensificado desde a segunda quinzena de janeiro, impactando diretamente os custos do varejo.

Por que os ovos estão mais caros?

A alta no preço dos ovos é resultado de uma combinação de fatores. Com o aumento do custo das carnes, muitos consumidores passaram a buscar essa alternativa mais acessível de proteína.

Além disso, a chegada da Quaresma – período em que algumas famílias evitam o consumo de carne vermelha – aquece ainda mais a demanda pelo produto.

Outro fator relevante é o custo elevado da ração para as aves, o que pressiona os produtores e reflete diretamente nos preços repassados ao mercado.

Preços atingem recordes históricos

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, revelam que os preços dos ovos atingiram os maiores patamares nominais desde 2013. Em Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo – maior produtora de ovos do Brasil –, o preço médio alcançou valores históricos.

  • Caixa com 30 dúzias de ovos brancos: R$ 233,55 (+37,9% em relação a fevereiro de 2024).
  • Caixa com 30 dúzias de ovos vermelhos: R$ 264,21 (+40,8% em comparação ao ano passado).

Expectativas para os próximos meses

A expectativa é que os preços continuem elevados até o fim da Quaresma, pressionando ainda mais o orçamento dos consumidores.

Outro fator que impacta a percepção do consumidor é a mudança nas categorias de peso dos ovos. Uma portaria do Ministério da Agricultura, publicada em setembro, reduziu o peso médio dos ovos em aproximadamente 10 gramas por unidade, afetando o custo-benefício do produto.

A partir de 4 de março, uma nova exigência da portaria entra em vigor, obrigando a data de validade a ser carimbada diretamente na casca dos ovos.

O aumento no preço dos ovos não se restringe ao Brasil. Nos Estados Unidos, o produto registrou um crescimento de 15% no valor em apenas um mês, gerando escassez em supermercados e preocupações sobre novos surtos de gripe aviária.

*Com informações da Folha de São Paulo.