Apesar do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter afirmado na última semana que o cenário de inflação segue “adverso”, principalmente a curto prazo, o presidente Lula (PT) declarou na tarde desta terça-feira (11) que as falas sobre o crescimento do Brasil são desproporcionais.
“Quando eu tomei posse, o FMI (Fundo Monetário Internacional) dizia que o Brasil só iria crescer 0,8% e nós crescemos 3,2%. Nesse ano diziam que só ia crescer 1,5%, mas nós vamos crescer 3,7%. Não se pode mais falar bobagem do crescimento deste ano”, afirmou.
O petista destacou o poder do dinheiro e que esse será possível ver na mão de toda a população.
“Vai ter dinheiro circulando na mão de todo o povo. A minha regra é que muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, mas pouco dinheiro na mão de muitos representa distribuição de renda”, comentou.
As exposições do presidente foram feitas durante a abertura do Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, que acontece até esta quinta-feira (13).
Lula mencionou ainda que a sua volta ao poder é para resgatar o valor de quem vive à margem da sociedade.
“Eu fui eleito para provar mais uma vez que o pobre precisa ser valorizado a todo o tempo e não somente em época de eleições, como fez muita gente que não cuidou desse país ou cuidou de maneira irresponsável”, apontou.
Estimativas controversas
Em contraponto aos dados do Copom, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que janeiro fechou em 0,16%. Essa é a menor taxa registrada para o mês desde 1994, ano da implantação do Plano Real.
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os setores que mais influenciaram a inflação no Brasil em janeiro foram:
- Transportes: +1,30% (impacto de +0,27 p.p.)
- Alimentação e Bebidas: +0,96% (impacto de +0,21 p.p.)
- Saúde e Cuidados Pessoais: +0,70% (impacto de +0,09 p.p.)
- Habitação: -3,08% (impacto de -0,46 p.p.)