A China anunciou nessa terça-feira (4) que vai impor taxas de 15% sobre alguns tipos de carvão e gás natural liquefeito, além de tarifa de 10% sobre petróleo bruto, máquinas agrícolas, carros de grande cilindrada e caminhonetes sobre importações chinesas para os Estados Unidos (EUA).
As regras começam a valer a partir do dia 10 de fevereiro.
O anúncio ocorre logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, determinar no último sábado (1º) a imposição de tarifas de 25% sobre as importações canadenses e mexicanas e de 10% sobre os produtos da China a partir da terça-feira.
Autoridades da Casa Branca disseram que a decisão tinha por objetivo atender a uma emergência nacional sobre o fentanil e a entrada de estrangeiros ilegais nos EUA.
Para o economista Carlos Estevão Castelo, o Brasil pode ser afetado de diversas formas, desde a comercialização de produtos mais simples aos mais importantes para o dia a dia da população.
“A briga pode prejudicar preços internos, com produtos que possuem relação com o dólar e isso vai de farinha de trigo até combustível. Isso influencia nas expectativas de todos os agentes econômicos”, explica.
Fiscalização ampliada
Uma lista de novos controles de exportação também foi anunciada pelo Ministério do Comércio chinês. Materiais relacionados ao tungstênio, muitas vezes usados em aplicações industriais e de defesa, e materiais ligados ao telúrio, que podem ser usados para fabricar células solares, estão inclusos.
O órgão mencionou ainda a catalogação de duas empresas que são consideradas não confiáveis à lista. De acordo com o Ministério, a empresa de biotecnologia Illumina e a varejista de moda PVH Group, dona da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger, “violaram os princípios normais de negociação do mercado”.
O Google também não tem escapado de investigações. Uma declaração da Administração Estatal de Regulamentação de Mercado da China mostra o início de uma vistoria por suspeita de violação da lei antimonopólio do país.
Lula quer diálogo com EUA e China
É normal imaginar que a briga de duas grandes potências econômicas pode trazer desavenças ao redor de todo o mundo. Apesar disso, há quem prefira não se meter e é esse o caso do Brasil.
Em recente declaração, o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil quer manter um bom diálogo tanto com os EUA quanto com a China, mesmo que ambos travem guerras comerciais.
*Com informações de CNN