Localizado no coração de Rio Branco, o Museu da Borracha Governador Geraldo Mesquita é um dos principais pontos de referência histórica e cultural do Acre.
Criado no final dos anos 70, o espaço se tornou essencial para preservar e divulgar as diversas fases que moldaram a identidade do estado, desde os tempos da Revolução Acreana até os ciclos da borracha que marcaram economicamente a região.
Com um acervo extenso e cuidadosamente organizado, o espaço apresenta aos visitantes uma imersão na rotina dos antigos seringueiros.
Ambientes reconstruídos com riqueza de detalhes, como casas de defumação e utensílios típicos da época, ajudam a transportar o público para o passado.
Além disso, o uso de imagens, projeções e objetos originais, como redes com mosquiteiros e porongas, torna a visita uma verdadeira experiência sensorial.
Depoimentos em áudio e vídeo enriquecem ainda mais o percurso expositivo, com narrativas de antigos moradores e trabalhadores da floresta que testemunharam, em primeira pessoa, os desafios e transformações vividas durante os períodos de exploração da borracha.
Para a coordenadora do local, Soraia Gomes, as histórias permitem que o visitante compreenda a importância social e econômica desse ciclo na formação do Acre moderno.

“O nosso museu é rico em conhecimento. A primeira sala retrata os seringais de maneira virtual, com uma seringueira em 3D. Já na próxima, temos fotos das pessoas que trabalharam com a borracha, como os nordestinos que vieram para cá. E depois, temos trechos de um documentário desses seringueiros contando suas histórias de vida na época”, disse.
Experiência imersiva atrai turistas e estudantes
Além das exposições físicas, o museu conta com uma biblioteca especializada com mais de 1.800 títulos entre livros e revistas, abordando temas voltados à história do Acre, da Amazônia e do Brasil.
O acervo bibliográfico é frequentemente consultado por estudantes, educadores e pesquisadores que utilizam o local como apoio para estudos acadêmicos e históricos.
Para a professora de história, Andressa Sena, é de máxima importante que os alunos possam acessar os espaços de memórias como o local. “A partir dessa experiência, os alunos conseguiram conhecer ainda mais a nossa história”.

Outro destaque é a hemeroteca, que reúne mais de 31 mil exemplares de jornais do estado, proporcionando um panorama da imprensa local ao longo das décadas, com material disponível para pesquisa, servindo como fonte primária para entender os acontecimentos que marcaram o desenvolvimento social, político e econômico do estado.
“Foi uma experiência exclusiva, porque é difícil ter passeios para lugares como esse, e aqui foi ensinado várias coisas para a gente, então foi uma experiência muito boa”, afirmou o aluno da Escola Dr. Carlos Vasconcelos, Sanderson Kaiã.

O Museu da Borracha do Acre está aberto de quarta a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados e domingos, das 16h às 21h.