Filme acreano é selecionado em Festival de Cinema da Amazônia ‘Olhar do Norte’

Redação Portal Norte

O cinema produzido no Acre estará representado na 7ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, que acontece entre os dias 17 e 21 de setembro, em Manaus. O evento, um dos mais importantes da região, será sediado no histórico Teatro Amazonas e terá uma programação diversa, com exibições, oficinas, debates e atividades abertas ao público.

O filme “Noke Koi – A Festa de Um Povo Verdadeiro”, dirigido por Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros, foi o escolhido para compor a Mostra Amazônia, espaço dedicado às produções da Amazônia Legal. A seleção reforça a visibilidade das narrativas locais no cenário cultural, valorizando histórias e perspectivas de cineastas da região.

Além do Acre, produções do Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Amazonas também integram a mostra. Todas concorrerão em diversas categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atuação e o prêmio de escolha do público.

Festival consolidado

O Olhar do Norte recebeu 832 inscrições em 2025, demonstrando o crescimento do interesse de realizadores e a força do audiovisual amazônico. Realizado pela Artrupe Produções, em parceria com Cine Set e Itaú Cultural Play, o festival já se firmou como vitrine para o cinema da região, reunindo milhares de espectadores e promovendo debates sobre arte, identidade e diversidade cultural.

Filme Noke Koi

O cinema indígena ganha novo destaque com o curta-metragem que registra o Festival Noke Koi, uma celebração ancestral que reafirma a identidade cultural e a união das famílias do povo originário. Com uma abordagem contemplativa, a obra valoriza os rituais, os encontros e a sabedoria transmitida entre gerações, evidenciando a vitalidade das tradições amazônicas.

Sob a direção de Alexandre Barros e Sérgio de Carvalho, o filme oferece uma imersão no universo simbólico e cotidiano desses povos. O roteiro, elaborado em colaboração com Petrônio Katukina, integrante da própria comunidade, fortalece o protagonismo indígena na construção da narrativa e reforça a importância da preservação da memória coletiva.

A realização foi possível graças ao apoio da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação Elias Mansour, em parceria com a Mandala Produções e a Saci Filmes. O projeto também contou com patrocínio do Edital da Fundação Garibaldi Brasil e da Transmissora Acre Zopone, garantindo recursos que ampliam a visibilidade do audiovisual indígena.

Com a participação do Cine Miração, o curta integra um movimento que busca dar continuidade às produções que destacam a voz e a perspectiva dos povos tradicionais, fortalecendo o cinema acreano e contribuindo para a diversidade cultural do país.