A criação de uma nova empresa focada em pesquisar e descobrir novos remédios com uso de inteligência artificial (IA) foi anunciada pela Alphabet, empresa que tem o Google como uma de suas subsidiárias.
Conhecida por Isomorphic Laboratories, a nova peça da Alphabet tem por objetivo criar modelos que mostrem a ação dos novos medicamentos nos corpos, fornecendo a tecnologia para laboratórios.
Neste sentido, quem de fato criaria os remédios seriam os ambientes científicos e não a própria IA. Assim, ocorre a venda do modelo.
A equipe de estudo contará com o neurocientista, pesquisador de inteligência artificial e diretor executivo (CEO) do Google Deepmind, Demis Hassabis. Apesar disso, as operações das duas inteligências não serão combinadas, mas terão uso de materiais em colaboração.

O que pensa o setor da saúde?
O farmacêutico Gustavo Fernandes, que também tem formação em análise de sistemas, avalia que a revolução tecnológica abre espaços importantes na saúde.
“Muito se fala que as inteligências artificiais criam dependência e minimizam o raciocínio por ter tudo já pronto e apenas fazermos o famoso copia e cola, mas precisamos utilizá-las para situações também positivas e a criação de remédio por meio de IA reflete esse cenário”, destaca.
Fernandes afirma ainda que a revolução tecnológica se alinha à revolução científica, que muito se dedica para “trazer boas experiências em curas de doenças”.