VÍDEO: Cadela tem boca mutilada após explosão de catolé durante Réveillon em Manaus

Redação Portal Norte

Uma cadela comunitária, conhecida como “caramelo”, sofreu ferimentos gravíssimos após ser atingida por um artefato explosivo do tipo catolé durante a virada do ano no bairro Santa Etelvina, zona leste de Manaus.

O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (1º) e resultou na mutilação de parte da boca do animal.

Segundo moradores da área, a cadela costumava permanecer nas proximidades, onde pessoas soltavam fogos e bombas logo após a chegada de 2026. Assustada com o barulho intenso, o animal começou a latir, momento em que um artefato teria sido lançado ainda mais perto dela.

Animal se aproximou do artefato antes da explosão

Relatos indicam que, por curiosidade, a cadela se aproximou do catolé, que explodiu em poucos segundos. A explosão atingiu diretamente a região da cabeça, causando ferimentos profundos e a perda de parte da boca.

Após o incidente, o animal foi socorrido e levado ao Hospital Público Veterinário, onde permanece internado sob cuidados especializados. O estado de saúde inspira atenção e a cadela segue em acompanhamento veterinário contínuo.

Caso reacende alerta sobre riscos de fogos e maus-tratos

O episódio voltou a levantar discussões sobre os perigos do uso de fogos de artifício e artefatos explosivos em áreas residenciais, especialmente durante datas festivas. Crianças, idosos e animais estão entre os mais vulneráveis a esse tipo de situação.

O caso também reacende o alerta para maus-tratos contra animais, prática que segue sendo registrada com frequência durante períodos de festas.

A legislação brasileira considera crime qualquer ato de violência ou crueldade contra animais. A Lei nº 9.605/1998 prevê sanções penais e administrativas, com pena de detenção e multa.

Já a Lei nº 14.064/2020 endureceu as punições para maus-tratos contra cães e gatos, estabelecendo pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal.

Normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária também definem práticas consideradas cruéis e reforçam a obrigação de denúncia desses casos.