A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) divulgou nota oficial nesta sexta-feira (2) após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram uma investigadora da instituição envolvida em episódios de homofobia e constrangimento público.
As imagens provocaram forte repercussão e críticas à conduta da servidora.
Servidora já estava fora das atividades operacionais
Segundo a PC-AM, a investigadora já se encontrava afastada das funções policiais de rua e atualmente exerce atividades administrativas, em regime de readaptação funcional previsto em lei.
A instituição ressaltou que a situação funcional da servidora vem sendo acompanhada internamente.
A corporação informou ainda que o quadro clínico da investigadora está sob avaliação da equipe médica da própria Polícia Civil, com acompanhamento contínuo do serviço psicossocial desde a identificação da condição de saúde que motivou a readaptação.
Porte de arma é suspenso por medida preventiva
Diante dos recentes acontecimentos, a PC-AM determinou a suspensão do porte de arma da servidora, medida adotada conforme os protocolos internos de segurança e prevenção.
A polícia destacou que todas as providências seguem os trâmites administrativos e legais vigentes.
Em nota, a PC-AM afirmou que mantém o compromisso com o cuidado de seus servidores, sem deixar de observar rigorosamente os princípios legais e éticos que regem a atuação policial, especialmente em situações que ganham repercussão pública.
Entenda o caso
A investigadora foi identificada como Ana Paula Macedo e passou a ser alvo de acusações após dois episódios distintos registrados em vídeo.
No primeiro registro, a policial civil teria se incomodado com a demonstração de afeto entre um casal homoafetivo em um shopping da zona leste de Manaus.
Um dos envolvidos, o enfermeiro Lucas Costa, relatou ter sido alvo de ofensas verbais e xingamentos de cunho discriminatório. A cena foi gravada por testemunhas e rapidamente se espalhou nas redes sociais.
O segundo vídeo mostra a investigadora em um posto de combustíveis no bairro da Ponta Negra, zona oeste da capital.
Nas imagens, ela aparece discutindo com uma funcionária do local, utilizando palavras ofensivas e tom agressivo durante uma reclamação relacionada à fila de atendimento, o que gerou revolta entre pessoas que presenciavam a cena.