Os corpos dos amazonenses Francisco Myller Moreira da Cunha, conhecido como “Suíço”, Cleideson Silva da Cunha, o “Loirinho”, e Lucas Guedes Marques, o “Luquinha”, foram sepultados no último domingo (2) em Manaus.
Os três estão entre os mortos da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro (RJ) no último dia 28 de outubro — considerada a mais letal da história do país, com 121 mortos.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ), a ação, batizada de Operação Contenção, resultou na morte de 117 suspeitos de ligação com facção criminosa e 4 agentes de segurança.
Entre os mortos, nove eram naturais do Amazonas, e seis já tiveram suas identidades confirmadas oficialmente pela corporação.
Entre os identificados estão:
- Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Suíço”;
- Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato”;
- Waldemar Ribeiro Saraiva, o “Fantasma”;
- Cleideson Silva da Cunha, o “Loirinho”;
- Hito José Pereira Bastos, o “Dimas”;
- Lucas Guedes Marques, o “Luquinha”.
Outros três nomes de amazonenses ainda aguardam confirmação oficial por parte da Polícia Civil fluminense. Confira a foto de cada um deles.
95% dos mortos tinham ligação com o Comando Vermelho
O relatório divulgado pela PC-RJ aponta que 95% dos mortos na operação tinham envolvimento direto com o Comando Vermelho (CV), facção que atua em diversos estados brasileiros.
Entre as 115 vítimas identificadas, 97 possuíam antecedentes criminais relevantes, e 59 estavam com mandados de prisão em aberto.
Ainda conforme o documento, 17 pessoas não tinham registros anteriores, mas 12 delas apresentavam indícios de ligação com o tráfico de drogas por meio de publicações e contatos em redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, 62 dos mortos eram de fora do Rio de Janeiro, entre eles os nove amazonenses, sepultados em Manaus no último domingo (2).
Também havia suspeitos do Pará, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal.
A corporação classificou as mortes como “neutralizações” e informou que os confrontos ocorreram durante incursões nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense.