Dois jovens morrem e um sobrevive após afogamento em área de garimpo em Novo Aripuanã

Redação Portal Norte

Dois jovens morreram afogados e um terceiro sobreviveu após um trágico acidente nas águas de Novo Aripuanã, no Amazonas.

As vítimas foram identificadas como Vicente Mateus da Costa Nogueira, de 20 anos, e Gabriel Expedito Reis dos Santos, de 18. O sobrevivente é Andrey Trindade, também jovem, que foi resgatado e levado a um hospital local.

O caso ocorreu na tarde de domingo (12), em uma área que, segundo as autoridades, é frequentemente usada para atividades de garimpo.

O local apresenta forte correnteza e buracos profundos, o que torna o banho perigoso. Testemunhas relataram que os jovens caíram em um ponto de redemoinho conhecido na região como “arroto”, área onde a água forma banzeiros e redemoinhos capazes de puxar banhistas para o fundo.

Corpo encontrado e buscas continuam

De acordo com informações da Polícia Militar e da Defesa Civil, Vicente foi encontrado horas depois do afogamento, já sem vida. O corpo foi resgatado por equipes de busca e levado ao Instituto Médico Legal (IML).

Já Gabriel continua desaparecido, e as buscas seguem sendo realizadas desde o início da manhã de segunda-feira (13).

O sobrevivente, Andrey, conseguiu voltar à superfície e foi socorrido por populares, recebendo atendimento médico. Ele se recupera bem e deve prestar depoimento às autoridades para ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.

Prefeitura acompanha buscas e oferece apoio às famílias

O prefeito de Novo Aripuanã, Raymundo Lops, afirmou nas redes sociais que equipes do Grupo de Combate a Incêndio e Prevenção (GCIP), da Secretaria Municipal de Saúde, Assistência Social, Segurança Pública e da Defesa Civil estão mobilizadas para auxiliar nas buscas e prestar apoio psicológico e social às famílias das vítimas.

Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram as mortes. A irmã de Gabriel publicou uma homenagem emocionada: “Você sempre foi a alegria da casa”.

Áreas de garimpo representam risco

Autoridades locais alertam que áreas de garimpo desativadas ou em atividade costumam ter buracos e correntezas perigosas, causadas pela movimentação de máquinas e dragas.

Mesmo em períodos de menor vazão, essas regiões podem esconder armadilhas naturais, tornando o banho e a navegação extremamente arriscados.

A Defesa Civil reforçou o pedido para que moradores e visitantes evitem entrar em rios e lagos nessas condições, especialmente em locais sem supervisão ou sinalização de segurança.