A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) divulgou novos detalhes sobre o caso do adolescente de 17 anos que matou e esquartejou dois irmãos, de 2 e 5 anos, em uma comunidade indígena de Barreirinha. O crime ocorreu na última sexta-feira (10).
Segundo o coronel Tiago Balbi, o jovem precisou ser retirado do município por questões de segurança, devido à revolta da população.
“Foi um crime bárbaro que choca a todos. Ele precisou ser removido com urgência, pois havia o risco de ser linchado pela comunidade. Todo o procedimento foi conduzido em Parintins e, depois, ele foi encaminhado para Manaus, onde permanece apreendido”, informou o militar.
Crime brutal e motivação ainda incerta
De acordo com o delegado Elton Vieira, responsável pelas investigações, o crime aconteceu quando a mãe das vítimas saiu de casa pela manhã e deixou os filhos sob os cuidados do adolescente. Ao retornar, ela encontrou as crianças mortas, esquartejadas e o cachorro da família também sem vida.
“O menor abriu uma cova no quintal onde pretendia enterrar os irmãos. Os corpos estavam mutilados e, próximo deles, encontramos um cão morto, possivelmente assassinado pelo autor. Também foram apreendidos o terçado usado no crime e a enxada utilizada para cavar a cova”, relatou o delegado.
Suspeita de envolvimento de terceiros
No momento da apreensão, o adolescente afirmou aos policiais que teria cometido os assassinatos por ordem do tio paterno.
Contudo, ao ser interrogado em Manaus, ele permaneceu em silêncio e não deu detalhes sobre o possível envolvimento de terceiros.
A PC-AM investiga se o crime foi, de fato, encomendado e se há relação entre as mortes das crianças e o assassinato do pai do adolescente, ocorrido no ano passado em circunstâncias ainda não esclarecidas. Desde então, a mãe criava sozinha os filhos e está em estado de choque com a tragédia.
Comunidade em choque e investigação em andamento
O caso abalou profundamente os moradores de Barreirinha, especialmente a comunidade indígena onde a família vivia. A violência do crime e a idade das vítimas provocaram forte comoção e revolta.
A Polícia Civil deve continuar apurando as circunstâncias do duplo homicídio, a motivação do adolescente e a possível participação de outras pessoas no crime.