A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), concluiu em outubro a terceira etapa do Projeto EcoNorte, iniciativa que busca modernizar e otimizar as rotas aéreas na Região Amazônica.
A expectativa é de reduzir anualmente mais de 5 mil toneladas de gás carbônico (CO²) emitidas pela aviação.
O programa faz parte do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e está sendo aplicado em áreas estratégicas de grande movimento, como Belém, Manaus e Cuiabá.
A ideia é alinhar o tráfego aéreo da região às melhores práticas internacionais, combinando eficiência, segurança e sustentabilidade.
Mais segurança e menor impacto ambiental
Com a implantação das novas rotas, companhias aéreas, pilotos e controladores de voo passam a dispor de trajetos mais curtos e organizados.
A medida gera economia de combustível, redução de custos operacionais e impacto positivo direto no meio ambiente.
Além da aviação, setores como turismo, logística e transporte de cargas também devem sentir os benefícios, já que a integração da Amazônia com outras regiões do Brasil será mais rápida e eficiente.
“O EcoNorte é um marco para o controle do tráfego aéreo brasileiro. Garante maior segurança e eficiência para a aviação, ao mesmo tempo em que contribui para a preservação da Amazônia”, destacou o coordenador do projeto, Major Rui Nunes da Costa.
Resultados já podem ser medidos
A implementação começou em julho de 2025, na TMA Belém. No mês seguinte, foi a vez de Manaus, e em outubro, Cuiabá passou a operar com o novo modelo.
O processo envolveu redesenho de rotas, criação de procedimentos de aproximação e decolagem, além da atualização de cartas aéreas.
Em Manaus, por exemplo, os primeiros cálculos após a mudança apontaram a redução de 28 toneladas de combustível e cerca de 88 toneladas de CO² nas primeiras semanas. A expectativa é que o projeto alcance a meta de 5.070 toneladas de CO² a menos por ano na atmosfera.
Passo estratégico para o futuro da Amazônia
De acordo com a FAB, o EcoNorte reforça o papel constitucional da instituição na proteção e soberania do espaço aéreo, ao mesmo tempo em que amplia a interoperabilidade com parceiros nacionais e internacionais.
“Esse resultado é fruto do esforço coletivo de planejadores, controladores, técnicos, gestores e companhias aéreas. Cada contribuição foi essencial para manter os pilares do projeto: segurança operacional, eficiência das trajetórias e mitigação ambiental”, ressaltou o Major Rui Nunes.
Para a sociedade, a iniciativa representa um avanço concreto em direção a um transporte aéreo mais sustentável, fundamental para uma região de dimensões continentais e de grande relevância ecológica como a Amazônia.