A Polícia Federal (PF) atualizou, nesta quinta-feira (17), os resultados de sua operação contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, entre os municípios de Manicoré e Humaitá, no Amazonas.
Segundo a PF, a ação resultou na destruição de 23 dragas utilizadas na extração irregular de minérios, sendo 20 delas localizadas no Amazonas e 3 em Rondônia. O prejuízo estimado com a inutilização das embarcações é de R$ 18 milhões.
A ofensiva faz parte de um trabalho mais amplo da PF na região, que já contabiliza 200 dragas destruídas desde 2023.
O objetivo da ação é desmantelar a infraestrutura utilizada pelos garimpeiros ilegais, atividade que causa danos ambientais graves e frequentemente está associada a outros crimes.
Até o início da tarde desta quinta-feira, 71 dragas já haviam sido inutilizadas pelas equipes policiais, contando com o apoio da Força Nacional de Segurança, da Polícia Rodoviária Federal e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia).
Medidas de segurança e monitoramento
Durante a operação, agentes monitoraram ruas e trechos do rio, inclusive com sobrevoos de helicópteros, para garantir a ordem e evitar conflitos.
O Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego acompanharam a ação, fiscalizando as condições de trabalho dos mineradores encontrados nas balsas.
Houve relatos de confrontos entre garimpeiros e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha, mas não houve registro de prisões, mortos ou feridos até o momento.
Reações locais
Em nota, o prefeito de Manicoré criticou a destruição das embarcações, classificando os garimpeiros como “extrativistas minerais familiares”.
A PF, entretanto, reforçou que todas as medidas foram realizadas com respaldo da Justiça Federal do Amazonas.
A prefeitura de Humaitá chegou a suspender aulas e paralisar serviços públicos na última terça-feira (16) devido à operação, como forma de evitar riscos de conflitos entre garimpeiros e agentes de segurança.