Quatro líderes de facção criminosa que atuavam em Coari foram transferidos no último sábado (13) para a prisão em Manaus. A mudança aconteceu depois que investigações apontaram que, mesmo presos, eles mantinham contato com comparsas e ordenavam ataques contra grupos rivais.
Foram transferidos Evenilson Ferreira, conhecido como “Pato” ou “Mistério”, Kaysonney Pena da Silva, o “Neyzinho da Major Zeca”, Warlesson de Castro Andrade, chamado de “Mamão”, e Erick André Rebelo Dias, o “Raridade”. Todos já cumpriam pena no presídio de Coari.
Presos davam ordens de dentro da cadeia
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os detentos usavam celulares para se comunicar com membros da facção em Manaus e em outras cidades do interior dentro da prisão. Dessa forma, conseguiam organizar ataques armados contra rivais mesmo estando atrás das grades.
A localização do presídio de Coari, em área urbana, facilitava o acesso de criminosos, que arremessavam celulares, drogas e outros itens ilícitos para dentro da unidade.
Diante do risco e da dificuldade de controlar a comunicação dos presos, as autoridades decidiram transferi-los para a capital.
Em Manaus, os detentos devem ser mantidos em um sistema de segurança mais rigoroso, com maior fiscalização e bloqueio de acesso a equipamentos eletrônicos.
A expectativa é que a transferência interrompa a comunicação direta dos criminosos com a facção.
Celulares e armas apreendidos em revista
Dias antes da transferência, uma revista realizada no presídio de Coari encontrou 56 celulares e diversas armas brancas em poder dos detentos. O material apreendido ajudou a desarticular parte da rede de comunicação usada pelos líderes da facção.
As autoridades seguem monitorando a atuação da organização criminosa e não descartam novas operações para evitar que presos continuem comandando ações do lado de fora.