Um cacique de uma comunidade no Amazonas foi atacado no cabeça por uma onça no último domingo (17). O caso ocorreu na área da aldeia Aldeínha, localizada nas proximidades do rio Tumiã, no município de Lábrea.
O líder indígena, Jamil, precisou ser socorrido urgentemente, mobilizando um helicóptero, a fim de que recebesse atendimento no Hospital Regional de Lábrea. Segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) a vítima está consciente e se recupera bem.
No momento do atendimento, o cacique apresentava pressão alta, falta de ar e sangramento intenso, recebendo curativos, soro e medicação. Ele estava com ferimentos graves na cabeça, além de cortes no tórax e nos braços.
Veja atendimento:
Ataque de onça: relembre caso de caseiro
Uma onça atacou e matou um caseiro de 60 anos em abril deste ano no Pantanal. Algum tempo depois, o animal foi capturado, com cerca de 94 kg.
O ataque ocorreu enquanto Jorge coletava mel em um deck próximo à mata. O corpo do caseiro foi encontrado a mais de 50 metros do local, arrastado pela onça, que só recuou após disparos. Entre as possíveis causas estão escassez de alimento e comportamento defensivo do animal.
Investigações também apontam que a área praticava “ceva”, método ilegal de atrair animais silvestres com alimento, aumentando o risco de ataques. A prática é crime ambiental, com pena de três meses a um ano de detenção e multa, segundo o Ibama.
Para atrair turistas, muitos estabelecimentos comerciais contam com a presença de animais silvestres, em locais pouco convencionais para eles, por meio da ceva.
A prática nada mais é do que alimentar ou disponibilizar alimentos de maneira a acostumar o animal com as visitas ao local.