O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), falou com exclusividade à TV Norte Amazonas na noite desta quinta-feira (7) sobre a operação de reordenamento no Centro da cidade que resultou em confronto entre a Guarda Municipal e vendedores ambulantes, muitos deles imigrantes.
Almeida afirmou que tem sido ameaçado pelo tráfico de drogas, mas garantiu que as ações da Prefeitura continuarão.
Além disso, ele destacou que a operação foi planejada e teve diálogo com os ambulantes, e revelou que está há três anos em negociação com eles.
“A ação no centro da cidade de Manaus foi toda planejada, conversada com os lojistas, com os ambulantes, com os feirantes, com todos os sindicatos envolvidos. Chamamos o Tribunal de Justiça. Temos ali uma cracolândia a céu aberto. Tínhamos na Praça dos Remédios e precisávamos fazer o ordenamento desses vendedores”, explicou.
Prefeito fala sobre imigrantes
David Almeida também ressaltou o espaço criado para os ambulantes imigrantes.
“Encontramos um lugar para eles, ali na Rocha dos Santos, em frente ao mercado Adolfo Lisboa, e lá fizemos a Feirinha dos Imigrantes. Essa feirinha funciona para ordenar o trabalho deles”.
“O brasileiro, quando sai do Brasil, não vai no país dos outros desobedecer à lei dos outros. Temos uma lei e precisamos ordenar o centro da cidade de Manaus. A maioria são vendedores imigrantes que insistem em não se regularizar.”
Ele relatou que fiscais encontraram alimentos sendo vendidos ao lado de fezes e dejetos humanos, o que representa risco sanitário severo.
Conflitos com agentes e ameaça do tráfico
O prefeito relatou ainda que a operação de reordenamento no Centro de Manaus já resultou em graves episódios de violência, incluindo a morte de um policial militar por um imigrante e ferimentos em guardas municipais.
Mesmo diante das ameaças sofridas pelo tráfico de drogas, ele afirmou que as ações da Prefeitura não serão interrompidas.
“Esse tipo de ação já teve a morte de um policial militar. Um imigrante enfiou uma faca e matou um policial militar”.
“Hoje tivemos três guardas municipais feridos com afundamento de crânio. Saímos de casa para trabalhar, para ordenar a vida das pessoas na cidade. Não saímos para apanhar”.
Assista ao vídeo: