Cinco homens, três policiais e um guarda municipal, suspeitos de estuprar uma indígena em uma delegacia no interior do Amazonas, já foram apreendidos, enquanto um continua foragido. O último militar apreendido foi preso no município de Tabatinga.
Já os outros, foram presos no último sábado (26), em menos de 24 horas após o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresentar os pedidos de prisão preventiva à Justiça. A ação rápida contou com o apoio das Polícias Civil e Militar nos municípios de Manaus, Tabatinga e Santo Antônio do Içá.
As operações continuam para localizar o último policial militar e cumprir o mandado de prisão.
Vítima relatou atos de tortura e intimidação
Os policiais presos estavam nos municípios de Tabatinga, Manaus e Santo Antônio do Içá. Já o guarda municipal também foi preso em Santo Antônio do Içá.
Nos pedidos de prisão, o MP-AM destacou o risco à ordem pública, à integridade da vítima, a possíveis ameaças à investigação e à possibilidade de repetição do crime. O Ministério Público também solicitou o afastamento dos suspeitos de suas funções públicas e a suspensão do porte de armas.
De acordo com o MP, a mulher indígena prestou depoimento às promotoras Priscila Pini e Lilian Nara na sexta-feira (25), e relatou não apenas o estupro, mas também atos de tortura, humilhação e intimidação na delegacia no interior do Amazonas.
A vítima contou ainda que, após ser transferida para a Cadeia Pública Feminina de Manaus, policiais militares foram até a casa de sua mãe, em Santo Antônio do Içá, para fazer ameaças com o objetivo de silenciar a vítima e sua família.