Nesta terça-feira (22), familiares e amigos se reúnem para se despedir do psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 41 anos, encontrado morto nos fundos da antiga Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.
O corpo foi localizado na segunda-feira (21), dois dias após ele ter saído de casa para uma festa de aniversário e não retornar.

Segundo relatos da família, Manoel, conhecido como Netinho, era uma pessoa querida e de temperamento alegre.
Mônica, amiga do psicólogo, emocionou-se ao lembrar dele: “Ele era excepcional, ótimo, extrovertido. Não fazia mal a ninguém. Por que fizeram isso? Queremos justiça por essa barbaridade. Ele tinha tanto pela frente, ia prestar um concurso…”, disse emocionada.
Desaparecimento do psicólogo em Manaus
Preocupados com o desaparecimento, parentes buscaram imagens de câmeras de segurança e encontraram registros de Manoel correndo por uma calçada próximo à sua residência, por volta das 6h15 de domingo (20).

Nas gravações, ele para, olha para os lados, atravessa a rua e some das filmagens, sem indícios de perseguição.
Na segunda-feira, um homem em situação de rua afirmou à família ter visto o corpo de Manoel. O psicólogo apresentava sinais de violência sexual, marcas de mordidas e indícios de enforcamento.
Suspeito preso após confissão
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu na noite de segunda-feira (21) Adenilson Moraes, de 18 anos, apontado por moradores como autor do crime.
Segundo a irmã da vítima, o suspeito confessou o homicídio, mas a motivação ainda não foi esclarecida.
A PC-AM mantém as investigações em andamento e não emitiu comunicado oficial sobre o caso. Enquanto isso, amigos e familiares de Manoel clamam por justiça e lamentam a perda de um profissional que “tinha tanto a contribuir”.