Homem morre eletrocutado ao tentar fazer ‘gato’ em poste de condomínio em Manaus

Redação Portal Norte

Um homem morreu eletrocutado na tarde do último sábado (14) enquanto fazia um serviço em um poste de energia dentro do Condomínio Residencial Tapajós, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

Em um caso semelhante, registrado em março deste ano, um idoso também morreu eletrocutado ao tentar instalar uma bomba d’água em Alto Alegre, no interior de Roraima. Veja os detalhes aqui.

Homem morre eletrocutado em Manaus

Conforme as primeiras informações, a vítima tentava fazer uma ligação clandestina de energia, conhecida como “gato”, quando levou uma descarga elétrica e morreu no local.

O homem ficou pendurado no poste, preso pelo cinto de segurança. Moradores chamaram o Corpo de Bombeiros, que foi até o local para fazer a retirada do corpo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado, mas o eletricista já estava sem vida. Em seguida, o Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção.

‘Gatos’ custam 13,4% a mais na conta de energia elétrica

Quem paga a conta de luz em dia em Manaus está bancando também o consumo de quem faz “gato”, as ligações clandestinas.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), esse custo extra pesa 13,4% na conta, o maior índice do país.

Depois de Manaus, os consumidores do Rio de Janeiro e do Amapá são os que mais sofrem com esse repasse dos prejuízos causados por furtos e fraudes no fornecimento de energia.

Moradores de Manaus pagam pelos ‘gatos’ de outras pessoas – Foto ilustrativa: Divulgação/Amazonas Energia.

Na fatura, esse valor aparece com o nome de “perdas não técnicas”. Apesar do termo técnico, ele representa o que é desviado por ligações irregulares, fraudes e erros na medição do consumo.

Para definir quanto vai ser cobrado, a Aneel analisa as tarifas das distribuidoras e separa o que são perdas técnicas (naturais do sistema) e não técnicas (como os furtos). Esse cálculo segue regras de eficiência definidas para cada empresa.

Por fim, segundo a agência, as distribuidoras Amazonas Energia, no Amazonas, e Light, no Rio de Janeiro, têm os maiores índices de furto de energia.