Em Itacoatiara, no interior do Amazonas, um avião antigo que participou da Segunda Guerra Mundial se tornou um ponto turístico da cidade.
O modelo Curtis C-46 Commando, que antes transportava tropas, hoje chama a atenção de moradores e visitantes.
A estrutura do avião está na estrada do Aeroporto Municipal Mariaco Arico Barros e virou cenário para fotos e momentos ao ar livre.
Avião da Segunda Guerra vira ponto turístico no Amazonas
Conforme a prefeitura, a Força Aérea dos Estados Unidos usou o avião para fins militares em 1943. Depois, o aparelho foi vendido e adaptado para uso civil.

O bimotor tem 23 metros de comprimento, mais de 6 metros de altura e podia voar por quase 9 horas seguidas. Na época, alcançava até 8 mil metros de altitude e chegava a pesar quase 14 toneladas.
Além disso, o historiador Frank Chaves contou que, após o fim da vida militar, o avião passou por três companhias de aviação civil. Ele voou até 1976, quando teve seu certificado de voo cancelado.
“Foi convertido como aeronave civil em 1960 e voou para a LB Smith Aircraft Corp. Foi então vendido à Navegação Aérea Brasileira em 1960 e, em fevereiro de 1962, foi repassado à VASP. Em junho de 1968 foi arrendado ao Serviços Aéreos do Vale Amazônico, depois comprado pela mesma. Seu certificado de aeronavegabilidade expirou em 1976”, explicou.
Revitalização da aeronave
Há mais de 40 anos, a aeronave teria feito um pouso de emergência e ficou na cidade desde então. Em 2023, a Câmara Municipal aprovou um pedido para revitalizar o avião e construir uma praça no local.
No entanto, até agora nada foi feito. Mesmo fora de operação, o avião segue chamando atenção. Para o engenheiro de software Felipe Assunção, de 27 anos, ele é um símbolo importante.
“Considero este avião um marco para o município porque faz parte da história de Itacoatiara. Não é apenas a trajetória do velho avião da Segunda Guerra Mundial, mas também a das pessoas que o visitam. O avião carrega as histórias daqueles que passaram por ele – por meio de fotografias, das marcas deixadas em sua lataria ou dos piqueniques realizados no gramado”, afirmou.

Por fim, o fotógrafo local Janderson Balbi também usou o avião como cenário para um ensaio. Para ele, fotografar ali é como retratar um personagem cheio de vida.
“Como fotógrafo, estar diante dele é como estar diante de um personagem vivo. A luz batendo nas estruturas antigas, o desgaste do tempo, a imponência dele parado ali tudo isso me inspira. É um lembrete do poder que a imagem tem de contar histórias. Poder fazer isso na minha cidade, com algo tão único, é um privilégio que levo com muita responsabilidade e carinho”, disse ao g1.

*Com informações do g1 Amazonas