Presidente da Petrobras se alinha a Lula e defende exploração de petróleo na Amazônia

Redação Portal Norte

A discussão sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, na foz do Rio Amazonas, foi ampliada nesta segunda-feira (17) pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A presidente defendeu a atividade, afirmando que a empresa vai continuar aumentando a produção do pré-sal até 2030. Depois disso, a reposição de reservas será “urgente”. 

“É muito importante destacar a importância da Margem Equatorial e da pesquisa do seu real potencial”, disse. 

Magda Chambriard garantiu que Lula pode “ficar absolutamente tranquilo”. A declaração foi dada durante uma cerimônia de anúncio de investimentos na frota naval do sistema Petrobras em Angra dos Reis (RJ).

Magda Chambriard e Lula defendem exploração de petróleo. Foto: Reprodução/Canal Gov

Entenda o caso

A posição de Chambriard vai de encontro com a do presidente Lula (PT), que declarou na última semana vontade de usufruir da Margem Equatorial, com sabedoria. 

“Não é que eu vá mandar explorar. Eu quero que seja explorado. Agora, antes de explorar, temos que pesquisar”, afirmou o petista. 

A demanda criou embate com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que foi taxado como inimigo do governo federal por sugerir falta de vontade em explorar petróleo. 

“Não dá para ficar nesse ‘lenga-lenga’. O Ibama é um órgão do governo, mas parece que está contra o governo”, expressou.

Mesmo o chefe do executivo garantindo que não vai fazer nenhuma “loucura ambiental”, ele não ficou livre de ataques. 

Entidades ligadas ao meio ambiente criticaram a postura de Lula, como a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (ASCEMA Nacional). 

Para a Associação, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) deveria ser motivo suficiente para pensar em fatores que fomentem a natureza e não que desestruturam uma agenda ambiental.

“É contraditório que um país que sediará a COP-30, um evento de relevância global para o enfrentamento das mudanças climáticas, adote posturas que fragilizam a governança ambiental e colocam em risco compromissos assumidos internacionalmente”, diz nota da ASCCEMA.