CNJ instaura processo disciplinar para apurar conduta do juiz Luís Carlos Valois, em Manaus

Conselho Nacional de Justiça decide instaurar processo administrativo disciplinar contra juiz da Vara de Execuções Penais de Manaus após inspeção identificar irregularidades no local em 2017.
Redação Portal Norte

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu instaurar na noite desta quinta-feira, 9, o processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar a conduta do juiz Luís Carlos Honório Valois Coelho, da Vara de Execuções Penais de Manaus.

O processo foi aberto após inspeção do CNJ encontrar irregularidades no local no ano de 2017.

O conselho aprovou por maioria a abertura do processo disciplinar, mas sem afastar o magistrado de seu cargo atual.

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A corregedora Nacional de Justiça Maria Thereza de Assis Moura informou que as irregularidades foram supostamente realizadas na Vara de Execuções Penais de Manaus e não há como ignorar falhas processuais e de gestão.

“As condutas irregulares supostamente praticadas pelo magistrado reclamado foram perpetradas enquanto este esteve à frente da Vara de Execuções Penais de Manaus. Na qual o mesmo responde há quase 20 anos e cuja situação tende a agravar-se caso o magistrado nela permaneça por mais tempo”, disse.

A abertura do processo administrativo disciplinar (PAD) foi aprovada pelos conselheiros do CNJ: Luiz Fux , Vieira de Mello Filho, Marcio Freitas e Mário Maia.

Ao comentar o caso, o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, falou sobre a situação caótica do estado do Amazonas devido à criminalidade e ao excesso no número de presos, e destacou o “bom conceito” que o juiz tem na comunidade.

Para o advogado Maurício Vieira, que defende o juiz, como não houve infração na conduta do magistrado, e que vê com esperanças que o processo disciplinar deverá ser arquivado.

“Respeitamos a decisão do CNJ, mas lamentamos. O Luís Carlos Valois é um magistrado exemplar, que goza de grande prestígio pela comunidade jurídica e pelo jurisdicionado da Vara de Execuções Penais de Manaus, sendo referência na observância dos direitos da população carcerária e um dos maiores estudiosos da execução penal no Brasil, fatores que foram reconhecidos pelo Presidente do CNJ, Ministro Luiz Fux, no julgamento que terminou com a infeliz abertura de Processo Administrativo Disciplinar.  Seguiremos serenos e empenhados em auxiliar o órgão de controle na obtenção do resultado justo, onde será reconhecido o brilhante trabalho desenvolvido pelo magistrado”, disse. 

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