A atualização mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz nesta quinta-feira (22), aponta que Acre e Amazonas seguem em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Os dois estados permanecem com incidência elevada da doença e apresentam tendência de crescimento sustentado ao longo das últimas semanas.
O avanço dos casos na região Norte tem sido associado principalmente à circulação da influenza A, responsável pelo aumento das internações em diferentes faixas etárias.
Crianças pequenas continuam entre as mais afetadas, mas o crescimento das hospitalizações também alcança jovens, adultos e idosos, ampliando a pressão sobre os serviços de saúde.
Diante do cenário, o boletim reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande concentração de pessoas.
A imunização segue como uma das principais estratégias de proteção, especialmente para os grupos prioritários, entre eles crianças, idosos, povos indígenas e pessoas com comorbidades, cuja vacinação já está em andamento na Região Norte.
No panorama nacional, os dados indicam estabilidade ou leve redução dos casos de SRAG na maior parte do país e em todas as faixas etárias.
Esse comportamento é atribuído à baixa circulação de vários vírus respiratórios. Ainda assim, a influenza A se mantém como exceção, ao influenciar diretamente o aumento dos registros no Acre e no Amazonas.
A análise das últimas oito semanas epidemiológicas mostra que a incidência da SRAG continua mais elevada entre crianças pequenas, enquanto os óbitos se concentram majoritariamente entre idosos.
Casos associados à covid-19 e à influenza A também apresentam maior impacto nesses dois extremos etários.
Outros vírus respiratórios com circulação relevante no país, como o rinovírus e o metapneumovírus, têm afetado principalmente o público infantil.
Segundo o Boletim InfoGripe, em 2026, já foram registrados 1.765 casos de SRAG no Brasil. Desse total, 399 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 611 apresentaram resultado negativo e pelo menos 615 seguem em investigação, aguardando a conclusão dos exames.
A divulgação ressalta que os dados mais recentes ainda podem sofrer alterações, em razão do tempo necessário para a notificação dos casos e a inserção dos resultados laboratoriais no sistema.