Acre enfrenta alta da dengue em 2025, com mais de 7,5 mil casos e cinco óbitos

Redação Portal Norte

O Acre vive um cenário de alerta diante do avanço dos casos de dengue. Os registros da doença já ultrapassam os números de todo o ano passado, acendendo o sinal de preocupação das autoridades de saúde.

Enquanto em 2024 foram contabilizados cerca de 5.200 casos, neste ano o estado já soma mais de 7.500 registros. As cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram a maior parte das ocorrências.

Além disso, cinco óbitos já foram confirmados em decorrência da doença, sendo 2 em Cruzeiro do Sul, 1 na capital, 1 em Marechal Thaumaturgo e 1 em Tarauacá.

Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue

Diante do agravamento do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) tem reforçado as estratégias de enfrentamento.

Uma das principais ações é o lançamento do Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue, ferramenta que permite o monitoramento do paciente desde os primeiros sintomas, ajudando a evitar complicações e agravamentos do quadro clínico.

A secretária adjunta de Atenção à Saúde, Ana Cristina Moraes, alerta para o aumento da gravidade dos casos e para uma perspectiva preocupante nos próximos meses.

Secretária adjunta de Atenção à Saúde, Ana Cristina Moraes – Foto: TV Norte

“Tem preocupado muito, principalmente Rio Branco e Cruzeiro do Sul, que são os municípios que concentram a maior parte dos casos. O que a gente tem visto é o crescimento dos casos e também do agravamento dos quadros. A nossa previsão epidemiológica não é boa para os próximos três meses”, afirmou.

Segundo a gestora, fatores ambientais também contribuem para o avanço da doença.

“Quando vemos a cheia dos rios e igarapés e uma vazante tão rápida como a que está ocorrendo neste momento, isso já preocupa. É o momento de pedir para a população cuidar dos seus quintais, reforçar os cuidados”, alertou.

Outro ponto crítico destacado pela representante é a baixa cobertura vacinal. A vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, mas a adesão ainda é considerada insuficiente.

“No estado, temos apenas 28% de cobertura do público-alvo. O Ministério da Saúde já sinalizou que, no ano que vem, a vacinação deve ser ampliada para profissionais de saúde e idosos”, explicou Ana Cristina.

As autoridades de saúde orientam que, ao perceber sintomas como febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou mal-estar, a população procure imediatamente uma unidade básica de saúde.

Além disso, medidas simples como manter quintais limpos, eliminar recipientes com água parada e colaborar com as ações de prevenção seguem sendo fundamentais.

Em meio ao avanço da doença, o alerta é claro: informação, prevenção e cuidado salvam vidas.