As investigações sobre o assassinato de Moisés Alencastro seguem em andamento e ainda não foram totalmente concluídas, apesar da identificação de um suspeito apontado como autor do crime.
A Polícia Civil do Acre informou que o caso permanece sob análise detalhada, diante da existência de indícios que sugerem a participação de mais de uma pessoa no episódio ocorrido em Rio Branco.
Moisés foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro Morada do Sol, após ser dado como desaparecido.
A cena indicava violência extrema, com ferimentos causados por objeto perfurante, o que levou ao acionamento imediato da perícia e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Desde então, equipes especializadas passaram a reconstruir os últimos passos da vítima.
No curso das diligências, a polícia constatou o desaparecimento de bens pessoais, incluindo documentos, objetos de uso cotidiano e o veículo, que foi localizado posteriormente abandonado na estrada do Quixadá.
A recuperação de pertences na residência de um suspeito e a apuração de tentativa de uso de cartões bancários da vítima reforçaram a linha investigativa de que, após o crime, houve subtração de bens.
O principal investigado foi identificado como Antônio de Souza Moraes, de 22 anos, contra quem foi decretada prisão preventiva pela Justiça.
Ele permanece foragido, e as forças de segurança continuam mobilizadas para localizá-lo, com apoio de delegacias do interior do estado, diante da possibilidade de deslocamento para outros municípios.
Polícia investiga segunda pessoa
Mesmo com a autoria inicialmente apontada, a Polícia Civil avalia que a dinâmica do crime é mais complexa. A análise do local, aliada a informações colhidas durante depoimentos, indica que havia pelo menos mais uma pessoa no apartamento no momento do homicídio.

A inexistência de sinais de arrombamento sustenta a hipótese de que a entrada no imóvel ocorreu de forma consentida, o que afasta, em princípio, a ideia de um roubo planejado.
A principal linha de investigação aponta que o homicídio pode ter sido resultado de um conflito entre pessoas que mantinham algum tipo de relação com a vítima, com a retirada de bens ocorrendo posteriormente.
Técnicos seguem trabalhando na análise de imagens de câmeras, exames periciais e laudos complementares para esclarecer a cronologia dos fatos e confirmar a eventual participação de um segundo envolvido.
A Polícia Civil informou que o inquérito permanece aberto e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das apurações, com o objetivo de elucidar completamente as circunstâncias do crime e responsabilizar todos os envolvidos.