Carnes e bebidas pressionam custo da ceia de Natal em Rio Branco, aponta pesquisa

Redação Portal Norte

A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), por meio do Departamento de Estudos, Pesquisas e Indicadores (Deepi), divulgou os resultados do quarto levantamento anual sobre os custos da ceia de Natal em Rio Branco.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 de dezembro, em oito dos principais supermercados e atacadistas da capital, e analisou o comportamento dos preços de 45 produtos tradicionais do período natalino.

O estudo avaliou itens distribuídos em seis grupos, alimentação, carnes, frios, frutas, frutas em calda e bebidas, e comparou os valores praticados em dezembro de 2024 com os registrados no mesmo período de 2025.

O levantamento aponta um cenário de oscilações relevantes, com quedas expressivas em alguns produtos e aumentos significativos em outros, especialmente nos itens de maior valor agregado.

Na categoria alimentação, que reúne produtos básicos e tradicionais da ceia, o comportamento foi equilibrado entre altas e reduções.

Metade dos itens apresentou queda no preço médio, com destaque para o arroz tipo 1, que registrou a maior redução percentual do levantamento.

Panetones e farinha de mandioca também ficaram mais baratos. Em contrapartida, alguns produtos tiveram aumentos expressivos, como as azeitonas, tanto verdes quanto pretas, além do óleo de soja.

Carnes concentraram parte das maiores altas

As carnes concentraram parte das maiores altas do período. Produtos tradicionalmente associados às festas de fim de ano, como bacalhau, peru e chester, ficaram mais caros em relação ao ano anterior, pressionando o valor final da ceia.

Outros cortes, como frango, lombo e pernil sem osso, apresentaram pequenas reduções, amenizando parcialmente o impacto. Entre os frios, o queijo teve queda acentuada, enquanto presunto e salame registraram aumento moderado.

O grupo das frutas apresentou tendência majoritária de queda, beneficiando o consumidor. Melão e laranja lideraram as reduções, enquanto pera e abacaxi foram as exceções, com preços mais elevados.

Já nas frutas em calda, o abacaxi teve redução significativa, enquanto figo e pêssego apresentaram leve alta. As bebidas seguiram movimento oposto, com aumento generalizado, especialmente na sidra e nos refrigerantes.

Um dos pontos mais relevantes da pesquisa foi a grande diferença de preços entre os estabelecimentos analisados. A pera apresentou a maior disparidade percentual, com variação superior a 200% entre o menor e o maior valor encontrado.

Produtos de maior custo, como bacalhau e presunto, também registraram diferenças expressivas, reforçando a necessidade de atenção do consumidor.

De acordo com a análise técnica da Seplan, o custo da ceia em 2025 tende a ser impactado principalmente pelas altas em carnes especiais e bebidas. Por outro lado, itens básicos e alguns produtos tradicionais apresentaram boas oportunidades de economia.

Diante do cenário de forte dispersão de preços, a recomendação é que os consumidores comparem valores em diferentes estabelecimentos antes das compras, priorizando planejamento e pesquisa para reduzir os gastos neste período natalino.