Casos graves de doenças respiratórias aumentam no Acre, aponta monitoramento nacional

Redação Portal Norte

O Acre encerra 2025 em um cenário de atenção para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados da Semana Epidemiológica 50, que corresponde ao período de 7 a 13 de dezembro, indicam crescimento dos casos no estado, com maior impacto entre adultos e idosos.

O avanço está associado, principalmente, à circulação da influenza A, que tem impulsionado as internações na região Norte.

O levantamento integra o monitoramento nacional do InfoGripe, iniciativa do Sistema Único de Saúde voltada ao acompanhamento contínuo das SRAGs e ao apoio às ações de vigilância.

No recorte mais recente, o Acre figura entre os estados com incidência classificada em níveis de alerta, risco ou alto risco, mantendo tendência de crescimento nas últimas semanas. A capital, Rio Branco, também aparece entre as cidades com sinal de aumento sustentado.

Além do Acre, outros estados do Norte apresentam quadro semelhante, o que reforça a concentração regional do problema neste momento do ano.

O boletim ainda aponta expansão ou manutenção do crescimento das hospitalizações em áreas do Nordeste e do Sul, além de retomada do avanço no Sudeste, indicando que a pressão sobre os serviços de saúde segue distribuída em diferentes pontos do país.

No panorama por faixa etária, a influenza A tem sido determinante para o aumento das internações entre adultos e idosos no Norte.

Em outras regiões, diferentes vírus respiratórios explicam a elevação dos casos, especialmente entre crianças, mas no Acre o protagonismo da influenza A é o principal fator observado neste fim de ano.

Em 2025, o Brasil já ultrapassou 224 mil registros de SRAG. Mais da metade dos casos confirmados teve resultado positivo para algum vírus respiratório, com destaque para o vírus sincicial respiratório, rinovírus e influenza A.

Nas semanas mais recentes, o rinovírus lidera as detecções, seguido pela influenza A e pela Covid-19, que, mesmo em níveis mais baixos, segue entre as principais causas de hospitalização por SRAG em idosos.

O impacto da doença também se reflete nos óbitos. Até o momento, mais de 13 mil mortes por SRAG foram notificadas no país neste ano.

Entre os casos com diagnóstico confirmado, a influenza A responde pela maior proporção, seguida pela Covid-19 e pelo rinovírus. Nas últimas semanas, a Covid-19 voltou a ganhar peso entre os óbitos, dividindo protagonismo com a influenza A.

No contexto acreano, o avanço dos casos reforça a necessidade de intensificar medidas de prevenção, sobretudo neste período em que a vacinação contra a influenza ocorre na região Norte.

O cenário indica que, apesar de sinais de estabilização em algumas partes do país, o Acre segue em fase de atenção redobrada diante da circulação ativa de vírus respiratórios e do aumento das hospitalizações por SRAG.