O senador Márcio Bittar (PL-AC) voltou a protagonizar declarações fortes durante entrevista ao vivo no programa Povo na TV, exibido nesta quinta-feira (11) pela TV Norte Acre (SBT).
Em tom crítico, o parlamentar atacou a esquerda, defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou a condução do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.
Logo no início, Bittar provocou seus opositores ao fazer uma classificação irônica sobre posicionamentos políticos.
“Você quer identificar um petista enrustido? São aqueles que dizem ‘nem a direita nem a esquerda’, mas votam no PT. Que dizem que a polarização é ruim, mas votam no Lula”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador classificou a ideologia de esquerda como uma espécie de desvio, citando um escritor para reforçar sua crítica.
“Para mim a esquerda é uma doença mental. Olavo de Carvalho diz que toda teoria revolucionária é uma doença mental, e é mesmo. O homem evolui. Basta analisar os fatos”, apontou.
Ele também voltou a defender que os condenados pelos atos de 8 de janeiro não cometeram o crime pelo qual foram punidos e criticou o que chamou de omissão do Congresso Nacional em votar uma anistia ampla.
“Essas pessoas que estão condenadas a 14 ou 17 anos de cadeia não cometeram os crimes pelos quais estão sendo punidas. O que o Congresso tinha que fazer? Colocar a anistia para ser votada”, declarou.
Bittar acusou ainda o presidente do Senado senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de concentrar poder ao decidir, sozinho, o que vai à votação, mesmo quando há maioria expressiva favorável ao debate das pautas.
“O absurdo é que o presidentes da Câmara e do Senado têm um poder quase monárquico. No Senado, chegamos a 41 assinaturas, maioria absoluta, e mesmo assim a matéria não anda. Na Câmara, o pedido de urgência foi aprovado por 340 deputados”, informou.
Bittar ainda abordou a polêmica envolvendo o senador Otto Alencar (PSD-BA), na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta quarta feira (10), que rebateu duramente suas declarações contestando as comparações entre 8 de janeiro e o regime militar.
“Um homem público não pode se incomodar com críticas. Cada um faz o recorte que convém. O fato é a diferença entre o que ocorreu no 8 de janeiro de 2023 e o que realmente foi em 1964. Qualquer pessoa que não seja um militante político sabe a diferença”, reforçou.
Com um discurso firme e alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Márcio Bittar disse durante todo o programa que seguirá fazendo oposição ao atual governo e defendendo seus posicionamentos, apesar das críticas que recebe.