O senador Márcio Bittar (PL-AC) participou, nesta quinta-feira (11), de uma entrevista ao vivo no programa Povo na TV, da TV Norte Acre (SBT).
Durante a conversa, o parlamentar reafirmou seu alinhamento político ao ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que seguirá o mesmo posicionamento nas eleições de 2026.
Além do cenário eleitoral, Bittar voltou a defender suas interpretações sobre eventos recentes da política brasileira e fez críticas à atuação da esquerda no país.
O senador comparou debates atuais à história política brasileira e negou novamente que tenha ocorrido tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.
“Desejo relatar a diferença de posição sobre o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, em que qualquer pessoa que não seja militante política vai compreender, sem fazer comparação entre 64 e 2023. Absolutamente não houve tentativa de golpe no Brasil”, apontou.
Sobre 1964 e a disputa entre forças políticas da época, o senador comparou o período militar com o atual cenário político.
“Em 64, as Forças Armadas estavam unidas e a esquerda queriam dar o golpe comunista, e isso é verdade, a própria esquerda não nega isso. Era uma guerra entre quem daria o golpe primeiro, e prevaleceu as Forças Armadas. Se a esquerda tivesse vencido muita coisa ruim teria acontecido, como o regime comunista em Cuba, que deu conta de sumir e matar mais de 100 mil pessoas. Então, como é que o grupo que foi para a guerra armada no Brasil não quer anistia para homens e mulheres que claramente não fizeram nada?”, questionou.
ONGs e Meio Ambiente
Na entrevista, Bittar afirmou que parte significativa da Amazônia estaria sob influência de ONGs estrangeiras e sugeriu que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva teria responsabilidade direta nesse cenário.
“Quem domina a Amazônia? A Marina Silva com as ONGs dela. Nós temos hoje um quarto da população dominada por facções criminosas e, se você vier para a Amazônia, é igual. Quem comanda são as ONGs financiadas por países estrangeiros que têm interesses econômicos, não ambientais”, afirmou.
Bittar também questionou a trajetória e o legado ambiental da acreana no próprio estado onde nasceu. “Você acha que a Marina é preocupada com o meio ambiente? Então me cita uma obra ambiental da Marina Silva e da turma dela no Acre, sua terra natal. Não tem nenhuma”, disse.
Em tom crítico, ele mencionou o Canal da Maternidade, obra construída durante gestões do campo político ao qual Marina é aliada. “A obra que eles fizeram foi essa, que joga m7jo e m3rda no Rio Acre, no Centro da cidade. Não tem nenhuma obra ambiental”.
O senador concluiu afirmando que defende uma mudança radical na condução da política ambiental. “A preocupação dessas ONGs é dominar a Amazônia. Nós temos outra visão: queremos chutar a polpa dessas ONGs daqui e devolver a Amazônia para a sua população”, comentou.