O Acre vive um dos momentos mais expressivos de sua história recente na aviação regional.
Dados mais recentes do Relatório de Controle Aeroportuário apontam que o estado ultrapassou 10 mil voos apenas em 2025, superando todo o volume registrado no ano anterior e reafirmando o papel estratégico do transporte aéreo para integrar comunidades isoladas, garantir mobilidade e fortalecer serviços essenciais.
Embora aeroportos de outros estados do Norte tenham contribuído para o crescimento regional, o destaque acreano se dá pela expansão constante da malha aérea e pela estruturação dos aeródromos que atendem populações de difícil acesso.
A movimentação no Aeroporto de Rio Branco é um dos sinais mais claros dessa retomada. Em outubro, o terminal registrou 16.665 passageiros, uma alta de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024, mostrando o aumento da demanda e a maior presença de voos comerciais e conexões.
O avanço não se limita à capital. Nos aeródromos do interior, o fluxo operacional cresceu de forma expressiva.
Entre janeiro e novembro, o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) contabilizou 10.666 operações, frente a 9.162 no ano anterior, um salto de 16,42%.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), desde 2023, o total já chega a 26.951 voos registrados, número que evidencia o protagonismo da aviação em áreas antes marcadas pelo isolamento geográfico.
Além da movimentação regular, o Acre tem fortalecido sua atuação em missões aeromédicas. Desde 2022, foram 3.698 resgates aéreos, fundamentais para transferências urgentes de pacientes.
A ampliação da infraestrutura, especialmente a iluminação noturna das pistas, permitiu um aumento significativo das operações de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) realizadas à noite.
Em 2025, até novembro, foram 100 voos noturnos, contra 26 no ano anterior, resultado direto dos investimentos em condições operacionais mais seguras.

Os números mostram que a presença do avião no cotidiano acreano deixou de ser exceção e passou a ser parte estruturante da assistência, do atendimento e da logística em regiões de difícil acesso.
Municípios como Feijó, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Porto Walter registraram picos de operação, com destaque para outubro, mês que contabilizou 1.251 voos, seguido por novembro, com 1.036.
Com mais integração, maior capacidade operacional e uma malha que conecta localidades antes acessíveis apenas por longas viagens fluviais, o Acre avança em direção a um cenário em que o transporte aéreo deixa de ser um desafio e passa a ser uma ferramenta permanente de desenvolvimento, atendimento rápido e fortalecimento social para toda a população.