O endividamento das famílias no Acre permaneceu estável nos últimos meses, segundo análise regional baseada em dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado do Acre (Fecomércio).
Entre setembro e novembro, cerca de 82% dos lares acreanos apresentaram algum tipo de compromisso financeiro, percentual que segue elevado, mas sem avanço no período observado.
O estudo mostra que o maior peso do endividamento no estado recai sobre famílias com renda mensal de até dez salários mínimos.
Esse grupo, que representa pouco mais de um terço do total de domicílios acreanos, apresentou retração em comparação aos meses anteriores, alcançando o menor patamar desde março, com aproximadamente 41,9 mil famílias.
Outro ponto de destaque é a redução nos indicadores de inadimplência. O levantamento aponta que o número de famílias com contas em atraso diminuiu de forma significativa, chegando ao menor nível desde maio.
Da mesma forma, caiu o quantitativo de lares que declararam não ter condições de quitar suas dívidas, indicando melhora gradual na organização financeira das famílias.
Os números mostram que cerca de 41,9 mil famílias ainda enfrentam atrasos no pagamento de dívidas no estado, enquanto pouco menos de 14 mil afirmam não conseguir honrar seus compromissos.
Apesar de expressivos, esses dados representam uma queda superior a 4% em relação aos meses anteriores, sinalizando uma desaceleração da inadimplência no Acre.
A análise econômica sugere que o cenário acreano acompanha o contexto nacional, fortemente influenciado pelos juros elevados.
Ainda assim, há indícios de mudança no comportamento do consumidor, com redução da contratação de novas dívidas e maior foco na regularização de pendências existentes.
A expectativa para os próximos meses é de manutenção dessa tendência de alívio gradual, impulsionada principalmente pelo reforço de renda típico do fim do ano, que pode contribuir tanto para o consumo quanto para a quitação de débitos acumulados pelas famílias acreanas.