A Polícia Federal desencadeou, nesta quarta-feira (3), uma ação para desmantelar um grupo suspeito de manipular contratos públicos e beneficiar empresas com estrutura fictícia.
Batizada de Operação Dilapsio, a ofensiva ocorreu em parceria com a Controladoria Regional da União no Acre (CGU/AC) e teve como foco um esquema voltado à fraude em licitações e ao desvio de recursos destinados a municípios acreanos.
De acordo com as instituições, as apurações iniciadas no início de 2025, destacam que empresários e servidores teriam atuado de forma coordenada para direcionar obras, simular concorrências e inflar valores de contratos custeados por repasses federais oriundos de emendas parlamentares conhecidas como “emenda Pix”.
Os recursos deveriam financiar serviços de engenharia em Senador Guiomard, Assis Brasil e Plácido de Castro.
As autoridades apontam que três empresas do setor da construção civil estariam no centro das irregularidades, causando prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões aos cofres federais.
Como parte da operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores compatíveis com o dano identificado. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal no Acre.
Prefeitura da capital nega participação
Diante da repercussão, a Prefeitura de Rio Branco divulgou nota afirmando que não integra a lista de investigados e que não há qualquer relação entre os contratos da gestão municipal e os objetos da operação.
O município ressaltou que uma ata eventualmente mencionada no processo investigativo refere-se a obras custeadas com orçamento próprio, enquanto a investigação recai sobre contratos financiados integralmente por verbas federais.
A gestão municipal reforçou que mantém todos os procedimentos de engenharia submetidos à fiscalização interna e externa, além de adotar medidas permanentes de controle e transparência.
Veja trecho da nota divulgada pela gestão
“A Prefeitura de Rio Branco acompanha com atenção as apurações realizadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União e informa que não é alvo da Operação Dilapsio, que investiga possíveis irregularidades em processos licitatórios envolvendo municípios do Acre.
Esclarecemos que a ata de registro de preços eventualmente mencionada nas investigações refere-se a obras realizadas com recursos próprios da Prefeitura de Rio Branco; e o que estão sendo investigados são contratos financiados com verbas federais.”
A Prefeitura reitera seu compromisso com a transparência e a probidade administrativa e coloca-se à disposição para todos os esclarecimentos necessários.”