O monitoramento do serviço 190, disponibilizado pelo Ministério Público do Acre, indica que o estado ultrapassou a marca de 12,9 mil chamadas envolvendo tráfico, posse ou encontro de entorpecentes entre 2020 e 2025.
O volume expressivo mantém o tema entre os principais desafios da segurança pública acreana, já que a série histórica não apresenta redução consistente no número total de registros.
Mesmo com oscilações ao longo do período, 2021 continua sendo o ano com maior número de notificações. Já em 2025, apenas de janeiro a outubro, o sistema contabilizou 1.802 ocorrências, número que reforça a continuidade da demanda e a pressão sobre o policiamento ostensivo e investigativo no estado.
A capital permanece como o epicentro das chamadas. Em 2025, mais de seis em cada dez registros se concentram em Rio Branco, que responde por 62,65% do total.
Municípios de porte intermediário também aparecem com participação relevante: Tarauacá (7,55%), Cruzeiro do Sul (7,27%) e Sena Madureira (7,21%).
As demais cidades apresentam percentuais menores, variando entre 1% e 3%, o que, segundo técnicos do MPAC, demonstra o peso das áreas urbanas na dinâmica do crime.
O levantamento também detalha o horário em que os casos ocorrem. A maior parte das chamadas é registrada durante a noite, faixa que reúne 40,62% das ocorrências em 2025.
A tarde aparece como o segundo período mais crítico, com 30,47%. A manhã corresponde a 18,48%, enquanto a madrugada, mesmo com circulação reduzida, ainda concentra 9,43% das solicitações.
As informações fornecidas pelo painel auxiliam na formulação de estratégias de policiamento, permitindo ajustes na distribuição de equipes e na realização de operações em regiões e horários com maior presença de crimes relacionados a drogas.
Os dados foram divulgados nos Painéis Gerenciais de Indicadores de Violência do MPAC.