A taxa de desocupação no Acre registrou estabilidade no terceiro trimestre de 2025, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14).
O índice passou de 7,3% no trimestre encerrado em junho para 7,4% entre julho e setembro, uma variação considerada leve e dentro da margem de oscilação prevista pela pesquisa.
O resultado coloca o estado entre aqueles que não apresentaram mudanças significativas no período, diferente do que ocorreu em regiões como Roraima e Tocantins, que lideraram as quedas no país.
Mesmo com a pequena alta, o Acre permanece em patamar intermediário no cenário nortista. Amazonas e Pará registraram quedas discretas, enquanto Amapá teve aumento expressivo na taxa de desocupação.
O comportamento desigual da região Norte reforça que o Acre segue mantendo um ritmo estável de participação no mercado de trabalho, sem oscilações bruscas.
Embora o desemprego esteja controlado, o Acre enfrenta desafios típicos da região, como menor diversidade econômica e forte dependência de setores específicos, o que limita a absorção de mão de obra em períodos de oscilação nacional.
A estabilidade registrada no trimestre, segundo analistas, é resultado de um leve aumento da ocupação combinado à redução no tempo médio de procura por emprego.
Informalidade segue como ponto de atenção
No cenário nacional, a informalidade ficou em 37,8%, e embora o Acre não esteja entre os estados com maior incidência, o fenômeno ainda impacta uma parcela significativa da força de trabalho local.
A tendência acompanha o comportamento do Norte do país, onde muitos trabalhadores atuam sem registro formal, seja em atividades autônomas, no setor de serviços ou em ocupações de baixa remuneração.
As disparidades observadas nacionalmente também se manifestam no Acre. Mulheres seguem enfrentando mais dificuldades de inserção no mercado formal, e trabalhadores pretos e pardos tendem a compor a maior parte da população vulnerável à desocupação.
Entre os grupos analisados pelo IBGE, quem não concluiu o ensino médio apresenta os índices mais elevados de desemprego, um recorte que dialoga com a realidade educacional do estado.
Expectativas
Com a aproximação do fim do ano, período em que setores como comércio e serviços costumam ampliar temporariamente suas contratações, a expectativa é que o Acre registre alguma melhora nos indicadores de ocupação no próximo trimestre.
No entanto, especialistas ressaltam que oscilações expressivas dependem da recuperação econômica regional e de investimentos estruturantes capazes de gerar empregos de forma contínua.
O panorama atual revela que, apesar de não ter conquistado avanços significativos, o Acre conseguiu manter estabilidade em um contexto nacional marcado por resultados bastante variados.