Consumidores de Rio Branco economizam em hortaliças enquanto frutas sobem de preço nos últimos dois meses

Redação Portal Norte

Os consumidores de Rio Branco registraram redução nos preços das hortaliças mais consumidas em agosto e setembro, segundo o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a Conab, o estudo analisa a comercialização exercida nos entrepostos públicos de hortigranjeiros, como os Ceasas, que representam um dos principais canais de escoamento de produtos in natura do país.

A alface caiu para R$ 11,89 o quilo, registrando uma redução de 10,77% em relação a agosto. A batata passou a custar R$ 2,77 o quilo, caindo 6,73%, enquanto a cebola teve preço de R$ 1,79, com aumento de 27,77%. Já a cenoura subiu para R$ 4,59 o quilo, alta de 19,69%, e o tomate caiu para R$ 5,54, com queda de 22,84%.

Entre as frutas, a banana apresentou queda de 56,89%, custando R$ 1,31 o quilo; a laranja subiu 13,17%, chegando a R$ 2,61; a maçã foi vendida a R$ 11,77, aumento de 22,22%; o mamão subiu para R$ 6,39, alta de 40,19%; e a melancia teve preço de R$ 5,00, também com alta de 40,19%.

O levantamento inclui dados das Ceasas de Rio Branco, além de outros centros atacadistas do país, mostrando a dinâmica de oferta e demanda que influencia diretamente os preços locais.

Para os consumidores acreanos, a redução nos valores desses produtos representa economia no orçamento doméstico, enquanto as frutas com alta refletem variações sazonais de oferta e demanda.

Produção acreana

No Acre, a produção de hortaliças como couve, tomate, alface e abobrinha tem avançado de forma significativa, incorporando técnicas modernas como a hidroponia, que permite o cultivo sem solo e com maior eficiência no uso da água e nutrientes.

Essa tecnologia tem se mostrado especialmente adequada ao clima quente e úmido da região, garantindo produção durante todo o ano e maior resistência a pragas e doenças.

Além da dimensão comercial, o estado tem investido em hortas comunitárias e escolares, como estratégia para fortalecer a segurança alimentar e nutricional, promovendo o acesso a alimentos frescos e nutritivos para famílias em situação de vulnerabilidade.

Essas iniciativas também funcionam como espaços educativos, ensinando técnicas de cultivo sustentável, compostagem e alimentação saudável.

O apoio dos governos estadual e municipal inclui fornecimento de insumos, assistência técnica e capacitação de produtores, com o objetivo de ampliar a produção local, gerar renda e incentivar a economia familiar, enquanto fortalece a resiliência alimentar das comunidades rurais e urbanas.

Além disso, essas práticas contribuem para a sustentabilidade ambiental, reduzindo a dependência de transporte de alimentos de outras regiões e promovendo o uso racional dos recursos naturais.