O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Acre notificou, nesta segunda-feira (6), o primeiro caso suspeito de intoxicação exógena por metanol no estado.
De acordo com a nota, o paciente é um homem de 29 anos, morador de Rio Branco, que apresentou sintomas após consumir uma bebida destilada no último sábado (5).
Ainda segundo o comunicado, o paciente relatou dor de cabeça intensa, tontura, vômitos, dor abdominal e chegou a desmaiar no mesmo dia do consumo.
Ele procurou atendimento na UPA do 2º Distrito no domingo (6) e foi transferido, ainda na mesma data, para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), onde permanece sob cuidados médicos.
“As autoridades de saúde seguem acompanhando o caso, e medidas de vigilância epidemiológica estão sendo adotadas para investigar a origem do possível agente tóxico e prevenir novos casos”, destaca trecho da nota assinada pela Equipe CIEVS Estadual.
O caso foi inserido no sistema RedCap e comunicado aos CIEVS Nacional e Municipal. As equipes de vigilância seguem em campo para investigar a procedência da bebida e evitar novas ocorrências.
O CIEVS reforça ainda a importância de evitar o consumo de bebidas alcoólicas de origem desconhecida e de procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas após a ingestão.
Estado será um dos primeiros a receber antídoto contra metanol
O Acre deve ser um dos primeiros estados brasileiros a receber um lote do etanol farmacêutico, substância utilizada como antídoto em casos de intoxicação por metanol, geralmente associados ao consumo de bebidas adulteradas.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que destacou que as doses devem chegar até o final da próxima semana.
Segundo a Sesacre, das 700 unidades distribuídas pelo Ministério da Saúde, 30 serão enviadas para Rio Branco, com destino à Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo.
A escolha da unidade se deve à sua estrutura de referência e ao atendimento recente de uma paciente rondoniense com suspeita de intoxicação por metanol.
A jovem, de 29 anos, foi transferida de Rondônia para o Acre após apresentar complicações graves, incluindo insuficiência hepática e renal.
Embora exames iniciais não tenham confirmado a presença de metanol, novas análises laboratoriais estão sendo conduzidas em Rio Branco para esclarecer a causa do quadro clínico e orientar o tratamento.