Acre segue sem registros de coqueluche enquanto Brasil enfrenta aumento expressivo

Redação Portal Norte

O Acre permanece entre os poucos estados brasileiros sem notificações de coqueluche em 2024 e também até agosto de 2025.

O cenário contrasta com a realidade nacional, marcada por um crescimento expressivo de casos da doença em crianças menores de 5 anos.

Enquanto estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul concentram a maior parte dos registros neste ano, o território acreano não contabilizou ocorrências, o que desperta atenção para a importância da manutenção das estratégias de prevenção.

A coqueluche é uma doença infecciosa respiratória altamente transmissível, que pode evoluir para complicações graves, especialmente em bebês e crianças pequenas.

Apesar da ausência de registros recentes no Acre, especialistas alertam que a situação deve servir de alerta e não de tranquilidade, já que a circulação da bactéria responsável pela doença tem aumentado em diferentes regiões do país.

Um dos pontos centrais apontados pelos pesquisadores é a cobertura vacinal. Embora o Brasil tenha registrado melhora nos índices de aplicação da vacina tríplice bacteriana (DTP), os números ainda estão abaixo da meta nacional de 95% definida pelo Programa Nacional de Imunizações.

No Acre, os desafios relacionados ao acesso e à adesão ao calendário vacinal em áreas remotas reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas para garantir a imunização das crianças.

A ausência de casos registrados no estado também pode estar relacionada a fatores como baixa circulação do agente infeccioso em determinadas regiões e até mesmo subnotificação.

Nesse contexto, especialistas destacam a importância da vigilância ativa, da capacitação das equipes de saúde e do uso de exames mais precisos, como o PCR, para garantir diagnósticos mais rápidos e confiáveis.

Com o avanço da doença em outras partes do Brasil e o crescimento das internações hospitalares associadas, autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia e de adotar medidas preventivas, especialmente no caso das gestantes, cuja imunização contribui para a proteção dos recém-nascidos.

No Acre, a ausência de registros é vista como resultado positivo, mas que depende da continuidade da vacinação e da vigilância epidemiológica para ser sustentada nos próximos anos.