O Acre recebe, nesta semana, a maior edição do Exporta Mais Amazônia, iniciativa promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Sebrae.
A programação teve início no último domingo 28 de setembro, no município de Xapuri, e segue até quinta-feira, 2 de outubro, com foco em negócios sustentáveis e integração internacional da produção amazônica.
Ao todo, 25 compradores estrangeiros de 18 países participam do evento, que envolve 75 empresas da região Norte, sendo 44 do Acre.
A programação foi dividida em duas etapas: a primeira, imersiva, levou os compradores internacionais até o Seringal Cachoeira, onde tiveram contato direto com a realidade de comunidades extrativistas e suas práticas sustentáveis.
Em seguida, em Rio Branco, foi realizado o seminário Diálogos Exporta Mais Amazônia 2025, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (UFAC).
O encontro reuniu representantes de instituições, cooperativas, empresários e especialistas para debater o cenário das exportações da região amazônica e seus potenciais de crescimento no mercado global.
“O Acre exportou US$ 87 milhões no ano passado, isso é o dobro do que exportava antes e esse ano deve chegar a US$ 100 milhões, mesmo com o tarifaço do governo Trump. Isso é só o começo de um trabalho que dando certo, depois da COP 30, principalmente, a gente pode ter uma economia da Bioeconomia que o mundo inteiro quer. Então quem pode produzir é quem vive na Amazônia”, afirmou Jorge Viana.

Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, ocorrem as rodadas de negócios, reunindo empresas locais com importadores interessados em produtos compatíveis com a floresta.
Entre os destaques da pauta comercial estão castanha-do-brasil, café robusta, frutas processadas como o açaí, artesanato, carne suína e bovina, além de farinha de mandioca.
Os compradores foram selecionados por escritórios internacionais da ApexBrasil e representam países da América do Sul, Europa, Ásia, África e Oriente Médio.
A proposta é ampliar a inserção da Amazônia Legal no comércio internacional, fortalecendo a economia da floresta e promovendo práticas de desenvolvimento com sustentabilidade.
Para o empreendedor acreano conhecido como Dr. da Borracha, a participação no evento é mais uma oportunidade para colocar o Acre e toda a Amazônia em evidência.

“Trouxemos produtos de borracha como calçados, pulseiras, brincos, anéis, enfim, todo o trabalho artesanal direto da seringueira. Então é uma grande expectativa de mostrar a nossa produção para o mundo”, comentou