O Acre figura entre os últimos colocados no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, quando o tema é feminicídio.
O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), incluiu pela primeira vez o indicador de feminicídio no pilar de Segurança Pública, medindo a taxa de vítimas por cem mil mulheres.
O estado aparece na 21ª posição, com taxa de 1,8, enquanto o Amapá lidera com 0,5, e o Mato Grosso registra o pior índice, com 2,5.
Oito casos já ocorreram em 2025 no Acre
Entre janeiro e setembro deste ano, o Acre já contabilizou oito feminicídios, um número preocupante para um estado com população relativamente pequena.
O caso mais recente ocorreu em Rio Branco, onde Ionara da Silva Nazaré, de 29 anos, foi morta a tiros pelo companheiro, um tenente aposentado da Polícia Militar, que se entregou dias após o crime.
Casos como esse reforçam a urgência de ações mais eficazes de prevenção e combate à violência de gênero no estado.
Como resposta ao avanço da violência contra mulheres, o Ministério Público do Acre (MPAC) passou a utilizar o Formulário Nacional de Avaliação de Risco, aplicado nas delegacias no momento da denúncia.
O instrumento busca identificar potenciais vítimas de agressões graves e prevenir crimes fatais, como o feminicídio.
Além disso, o MP lançou uma cartilha educativa sobre violência contra a mulher, como parte de uma estratégia para ampliar a conscientização e fortalecer políticas públicas voltadas à proteção feminina no estado.