Mesmo com uma leve retração de 0,53% no preço em relação a agosto, o Acre manteve-se, em setembro, como o estado com a gasolina mais cara do país.
O litro do combustível foi comercializado, em média, a R$ 7,44, valor bem acima da média nacional, que ficou estável no mês e se manteve em R$ 6,34.
O dado é do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora cerca de 21 mil postos em todo o território brasileiro.
O valor elevado no estado acreano se destaca ainda mais no cenário regional. Na Região Norte, a média da gasolina foi de R$ 6,83, a mais alta entre as regiões do país.
Mesmo com pequenas reduções em alguns estados nortistas, os preços continuam pressionados por fatores como a complexa logística de transporte de combustíveis e a carga tributária local, que impactam diretamente o custo final ao consumidor.
Etanol voltou a subir em setembro
Enquanto a gasolina apresentou estabilidade no Brasil, o etanol voltou a subir em setembro, com alta de 1,15%, chegando à média nacional de R$ 4,41 por litro. No Norte, o preço médio do biocombustível foi de R$ 5,20, também o mais alto entre as regiões.
A diferença de preços entre etanol e gasolina no Acre, no entanto, continua pequena, o que leva a maioria dos motoristas a optar pela gasolina devido ao melhor rendimento.
Na comparação por estados, o Acre aparece isolado no topo do ranking nacional da gasolina, mesmo com queda no preço. Já o estado com o menor valor foi o Rio de Janeiro, com média de R$ 6,12.
O Espírito Santo liderou os aumentos em setembro, enquanto Alagoas registrou a maior queda no valor do litro.
O cenário atual reforça o impacto dos preços de combustíveis no orçamento dos acreanos, que seguem enfrentando um dos maiores custos para abastecimento do país.
A manutenção dos altos valores mesmo diante de quedas pontuais evidencia os desafios estruturais enfrentados pelo estado no setor de combustíveis.