A Justiça do Acre prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária dos oito suspeitos investigados pela morte de Yara Paulino da Silva, de 28 anos.
A decisão partiu da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco após análise da audiência de custódia realizada na última quarta-feira (30).
Entre os detidos estão Ismael Bezerra, ex-companheiro da vítima, e o irmão dele, Mizael Bezerra. Os dois foram presos durante operação da Polícia Civil, realizada na terça-feira (29), no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, na capital acreana.
Durante a ação, os agentes também cumpriram dez mandados de busca e apreensão em diversos imóveis da região. O Ministério Público do Acre (MP-AC) emitiu parecer favorável à manutenção das prisões.

Delegado aponta avanço nas investigações
O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel, afirmou em coletiva que a operação é resultado do esforço contínuo das autoridades para esclarecer um crime marcado pela brutalidade. Ele destacou que materiais apreendidos podem contribuir diretamente para a elucidação do caso.
De acordo com o delegado Leonardo Neves, que conduz o inquérito, as prisões têm ligação direta com o assassinato de Yara.
Ele reforçou que as diligências continuam, especialmente em relação ao desaparecimento da filha da vítima, a recém-nascida Cristina Maria, que segue sem paradeiro conhecido.
Apesar da ausência de informações concretas, a polícia acredita que a criança não tenha sido levada para fora do estado e, possivelmente, esteja viva.
O delegado informou que novas testemunhas estão sendo ouvidas para ajudar na localização da bebê.
