Belém se prepara para receber milhares de visitantes durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que começa nesta segunda-feira (10).
A poucos dias do evento, o mercado de hospedagem na capital paraense apresenta um cenário de estabilidade e preços mais acessíveis, resultado direto da ampliação da oferta de acomodações e da fiscalização sobre valores cobrados por plataformas de aluguel e hotéis.
De acordo com dados do setor, o custo médio das diárias apresentou forte recuo ao longo do ano, revertendo a tendência de alta registrada no início de 2025.
O movimento acompanha o crescimento expressivo de novos anúncios e hospedagens alternativas, como residências particulares, escolas adaptadas e embarcações contratadas especialmente para o evento.
A chegada de dois navios cruzeiros ao porto de Outeiro adicionou cerca de seis mil vagas à capacidade de hospedagem local, reforçando o plano oficial do governo brasileiro para acomodar representantes de mais de 70 países.
Além disso, algumas escolas da rede pública passaram por adaptações temporárias para receber delegações e voluntários.
“O Airbnb registrou, em outubro, queda de 47% no preço médio de acomodações para o período da COP-30, em Belém, na comparação com fevereiro de 2025”, informou a empresa.
Esse esforço conjunto foi impulsionado por meses de debate sobre os custos elevados das acomodações, que haviam gerado críticas e preocupações entre os participantes da conferência.
A atuação coordenada entre órgãos públicos, plataformas digitais e entidades do setor turístico resultou em maior transparência e equilíbrio de preços, garantindo o acesso a opções mais variadas de estadia.
Com a expectativa de reunir mais de 50 mil pessoas, entre líderes mundiais, pesquisadores e ativistas ambientais, Belém vive uma transformação estrutural para sediar o evento climático mais importante do planeta.
A ampliação da capacidade hoteleira e a regularização dos valores colocam a cidade em novo patamar de preparo para grandes eventos internacionais.
O encontro, que seguirá até o dia 21 de novembro, deve movimentar a economia local e consolidar o Pará como referência em sustentabilidade e turismo de eventos na Amazônia.