As marcas deixadas pelo fogo podem ser sentidas por muito tempo. Após incêndios florestais consumirem a vegetação nativa, fauna e flora levam tempo até se recuperarem novamente.
Tanto no Distrito Federal (DF) quanto nos municípios próximos a Brasília, vários incêndios foram registrados nas últimas semanas.
Um deles na Floresta Nacional (FLONA), quando foram queimados 220 hectares, o equivalente a 239 campos de futebol. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou o fogo, com a utilização de um avião, um helicóptero e 160 militares e brigadistas.
Os animais tentam escapar das chamas e procuram abrigo nas casas próximas. Um tamanduá, por exemplo, foi visto desorientado. Ele foi resgatado e passa bem. O Corpo de Bombeiros alerta sobre os cuidados que a população deve ter nesse período.
A falta de chuvas torna a vegetação seca e isso, combinado com as altas temperaturas, é o cenário ideal para um incêndio. Assim, basta uma faísca e áreas enormes podem ser consumidas pelo fogo.
Além do risco de incêndio, o tempo seco também pode ser perigoso para a saúde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, pois a umidade do ar ficará abaixo dos 12% no DF.

Alerta especialista
O médico André Neri ressalta que crianças e idosos são os mais vulneráveis aos efeitos do tempo seco na saúde e dá dicas para enfrentar esse período.
“A irritação nas narinas, no globo ocular, em todo o sistema respiratório, bem como a nossa pele, fica bem acentuado e é importante passar hidratante, soro fisiológico no nariz, fazer inalação de noite com criança e idosos, para que possa lubrificar a mucosa nasal”, disse.
A pediatra Suamy Goulart ressalta que uma boa alimentação e também a hidratação do corpo e da pele são essenciais para minimizar os efeitos do tempo seco na saúde.
“Uma boa alimentação ajuda a prevenir os sintomas, principalmente a dor de cabeça, que às vezes vem com o clima seco. Hidratar bem a pele também é essencial, lembrando que os cremes hidratantes servem para manter a água no organismo, então você vai tomar banhos frios ou mornos e depois há uma margem de cinco minutos para manter a umidade na pele”, explicou.