No domingo (31), tiros da margem venezuelana atingiram uma patrulha da Força de Defesa e da Polícia da Guiana no rio Alto Cuyuni. A equipe escoltava urnas para a eleição presidencial desta segunda-feira (1).
Mesmo sob ataque, os militares e policiais reagiram com tiros de contenção, manobraram a embarcação e asseguraram a integridade da missão.
Nove funcionários da Comissão Eleitoral da Guiana (Gecom) também estavam a bordo. Contudo, nenhum integrante ficou ferido, e as urnas seguiram intactas.
Urnas chegaram ao destino
Após o incidente, a equipe concluiu com sucesso a distribuição das urnas em Cumang Landing, Kurutuku, Dukquarie Landing e Tumbung, no Centro-Oeste da Guiana.
Porém, o Exército informou que abriu investigação para apurar os detalhes do ataque.
Venezuela se mantém em silêncio
O governo venezuelano não comentou o episódio. No entanto, no mesmo dia, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) permanecem em alerta contra supostas “máfias” da Guiana na região de fronteira.
Eleição decisiva em meio a tensões
A votação desta segunda-feira (1) definirá, de forma indireta, o próximo presidente da Guiana. O pleito é parlamentarista, e o partido vencedor no Legislativo indica automaticamente o chefe de Estado.
O atual presidente, Irfaan Ali (PPP/C), tenta a reeleição contra Aubrey Norton (PNC/R), principal líder da oposição.
Entre os desafios do novo governo estão o gerenciamento do boom do petróleo e a pressão da Venezuela, cujo ditador Nicolás Maduro ameaça anexar Essequibo, região que representa 74% do território guianense.
Em suma, 757.690 eleitores poderão votar, e a comissão eleitoral anunciará o resultado na quinta-feira (4).