Geoglifos do Acre em foco de estudos de arqueólogos do Brasil e do exterior

Redação Portal Norte

O Palácio da Justiça, em Rio Branco, no Acre, receberá o 5º Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia. O evento acontece entre os dias 8 e 9 de julho, com a proposta de ampliar o conhecimento científico e social sobre os geoglifos da Amazônia.

Além disso, a iniciativa também busca fortalecer a preservação do patrimônio arqueológico da região. O simpósio reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros que têm interesse no estudo dos geoglifos do Acre.

Entre os confirmados está o professor Martti Pärssinen, da Universidade de Helsinque e do Instituto Ibero-Americano da Finlândia, reconhecido mundialmente por seus estudos sobre os geoglifos do Acre.

Geoglifos no Acre. – Foto: Maurício de Paiva/Reprodução

A programação do evento contará com conferências, debates, exibição de documentário e ações voltadas ao incentivo do arqueoturismo. Também haverá o lançamento de um novo grupo de pesquisa voltado à arqueologia indígena.

Durante o Simpósio, haverá ainda o lançamento do grupo de pesquisa “Uwakürü”. O grupo se dedicará ao estudo da história e da arqueologia dos povos originários da Amazônia Ocidental. O lançamento será mediado pelo professor Rhuan Carlos Lopes, da Universidade Federal do Pará, com apoio do CNPq e da UFPA.

O que são os geoglifos do Acre?

Os geoglifos são grandes formas geométricas escavadas no solo, com dimensões que chegam a centenas de metros.

Essas estruturas estão concentradas principalmente no Acre. Além disso, os pesquisadores as consideram um dos grandes mistérios da arqueologia sul-americana. Afinal, de acordo com descobertas, sociedades complexas ocuparam essas áreas muito antes de os colonizadores chegaram.

Geoglifos no Acre. – Foto: Divulgação/Larissa Altoé/Catálogo MultiRio

Além disso, estudos indicam que esses povos dominavam práticas avançadas de urbanismo, agricultura e engenharia.

Para o professor Alceu Ranzi, que pesquisa o tema desde os anos 1970, os geoglifos do Acre provam a existência de civilizações organizadas na floresta. “Eles mostram uma cultura simbólica forte e estruturas sociais bem definidas”, afirma o especialista.

O simpósio é promovido pelo Instituto Ibero-Americano da Finlândia. A realização conta com apoio do Instituto Geoglifos da Amazônia, Universidade Federal do Acre (UFAC), Ministério Público Federal, IPHAN, Governo do Acre, Ministério da Cultura e outras entidades.