Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, foi brutalmente assassinada com golpes de terçado, ou seja, golpes de facão, na manhã da última quarta-feira (11). O crime aconteceu na Comunidade Campo Alegre, localizada na zona rural de Capixaba, no interior do Acre.
O principal suspeito é o marido da vítima, o pastor evangélico Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos. Ele fugiu do local logo após o crime e está foragido.
Justiça já procurava pastor que matou esposa com golpes de facão
De acordo com o delegado Aldízio Neto, a Justiça já procurava por Natalino. Havia mandados de prisão em aberto contra ele pelos crimes de homicídio e estupro. Apesar disso, ele vivia na comunidade há cinco anos.
A investigação aponta que, após matar a esposa, o pastor também feriu o enteado, um menino de apenas 5 anos. Em seguida, desapareceu.
Professor relatou confronto com pastor que matou a mulher com golpes de facão
Na véspera do crime, um episódio chamou a atenção, já que Jorge de Souza, coordenador da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Ariston Ferreira da Cunha, relatou ao Portal G1 que teve um confronto com Natalino.
O pastor apareceu na escola por volta das 19h15 da terça-feira (10) e foi direto até a sala de Jorge. “Ele me perguntou se eu tinha dado carona para a esposa dele. Respondi que não e expliquei que fui a pé porque meu carro está quebrado”, contou o coordenador.
Ainda de acordo com Jorge, o homem estava visivelmente alterado e o abordou de forma agressiva. “Ele quase me agrediu. Apontava o dedo, insistia que tinha visto um carro deixando ela na escola”, disse.
Auriscléia, porém, não chegou a comparecer à aula naquela noite. “Ela saiu de casa dizendo que vinha para a escola, mas nunca chegou. No dia seguinte, soube que ela havia sido morta”, relatou Jorge.
Além disso, o coordenador também comentou que Natalino demonstrava um comportamento estranho. “O semblante dele era perturbador. Tive a impressão de que faria algo contra ela.” As autoridades seguem em busca do suspeito. O caso segue sob investigação.
Canais da PM do Acre para pedir ajuda
As mulheres em situação de violência podem entrar em contato com a Polícia Militar do Acre pelos seguintes números:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Outras formas de denunciar violência contra a mulher
Emergências
- Polícia Militar – 190: em casos de risco imediato.
- Samu – 192: para atendimento médico de urgência.
Delegacias
- Delegacias especializadas no atendimento à mulher ou à criança.
- Qualquer delegacia de polícia pode receber denúncias.
Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) – Acre
- Recebe denúncias de violações dos direitos da mulher no estado.
- Telefone: (68) 99930-0420
- Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel
Outros canais de denúncia
- Disque 100: recebe denúncias anônimas de violações de direitos humanos.
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008
- Videochamada em Libras: disponível para pessoas surdas, por meio do site do Ministério.
Profissionais de saúde
- Médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais devem fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Conselhos tutelares e a polícia recebem a notificação.
Ministério Público
- Também recebe denúncias e atua na proteção e defesa dos direitos das vítimas.