Pontualmente às 14h desse domingo (02), a estrutura remanente da Ponte JK (Juscelino Kubitschek), na BR-226, foi implodida. Com um total de 250 quilos de explosivos em perfuração feita na estrutura, eles foram acionados primeiro do lado do Tocantins e em seguida, do lado do Maranhão.
A ação de implosão da Ponte JK, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), foi coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A técnica utilizada foi a de fogo controlado, que é empregado calor intenso e explosivos estrategicamente posicionados para fragmentar formações rochosas e de concreto. Veja vídeo abaixo.
Do lado do Tocantins, após a implosão, apenas um pilar se manteve em pé. Um engenheiro explicou para a equipe da reportagem da TV Norte Tocantins, no local, que a estrutura havia apresentado instabilidade anteriormente. Por isso, não foi possível colocar a mesma quantidade de material explosivo que foi instalada nos outros pontos.
Com o impacto, cerca de 14 mil toneladas de concreto e ferragens foram derrubadas sobre o Rio Tocantins. Mas o engenheiro responsável pelo trabalho informou que a implosão foi exitosa, considerando o desafio de evitar que o máximo possível de concreto caísse na água, além de minimizar os impactos.
Evacuação da área
Para garantir a segurança dos moradores da região, uma hora antes da implosão, a Prefeitura de Aguiarnópolis, em parceria com a Polícia Civil, retirou a população do local. Só após 30 minutos do fim dos trabalhos, é que as famílias puderam retornar para suas casas.
Em Estreito (MA), foi tomada a mesma medida de segurança.
Queda da Ponte JK
Parte da estrutura da Ponte JK cedeu no dia 22 de dezembro de 2024. No momento, dez veículos estavam sobre a estrutura, entre caminhões, carros de passeio e motocicletas.
O acidente vitimou 14 pessoas e três continuam desaparecidas. O único sobrevivente foi Jairo Silva Rodrigues, que foi retirado do rio com ferimentos, logo após o colapso. Filha e esposa dele estão entre as vítimas da queda da ponte.
Nova ponte
A previsão é que uma nova ponte seja entregue em um ano. Até lá, quem precisa cruzar o rio enfrenta um desvio de quase 200 quilômetros.
Além disso, moradores das cidades de Aguiarnópolis e Estreito que precisam ir e vir de uma cidade para a outra, fazem a travessia por meio de embarcações.
Por meio de custeio por parte do Governo do Tocantins, a travessia está sendo realizada de forma gratuita desde o dia 27 de janeiro. Serviço está disponível todos os dias, das 5h às 19h.