O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, afirmou que o governo Lula espera tirar o Brasil do mapa da fome pela segunda vez até o final do mandato.
“A meta do presidente Lula é completar o triênio 2023-2024-2025 com a retirada do Brasil do mapa da fome, reduzindo a um patamar histórico a extrema pobreza e a pobreza. E ainda fazendo crescer a classe média maior do que o maior marco da história. Eu acho que a gente vai aí para 53,54% até 2026”, explicou.
A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao Grupo Norte de Comunicação na quinta-feira (16), quando o ministro participou do programa Ponto Norte.
O ministro apresentou as novidades dos programas sociais para o ano de 2025, além dos avanços na redução da pobreza, miséria e insegurança alimentar.
Só no primeiro ano do governo Lula, por exemplo, a fome saiu de 33 milhões e 100 para 8,7 milhões.
Para o ministro, é necessário um trabalho integrado com municípios, sociedade civil, empresas e ministérios, juntamente com o apoio do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), para reduzir o número de pessoas no mapa da fome.
“Quando a gente atende os que mais precisam, na verdade, todo ganham. Mesmo os mais ricos, todo mundo passa a ter uma condição de mais sossego, de uma vida com mais qualidade”, argumentou Wellington Dias.
Emprego e classe média
Com o aumento do emprego, o incentivo ao empreendedorismo e apoio à agricultura, houve também uma redução na extrema pobreza.
Segundo o ministro, em 2024, foram criados 4 milhões e 200 mil empregos a mais do que tinha em 2022. E desse total, 91% integram o Bolsa Família e do Cadastro Único.
Ou seja, as pessoas estavam recebendo auxílio por conta da pobreza tiveram um aumento de renda. Como resultado, o Brasil alcançou uma classe média que já ultrapassa 50,1% dos domicílios brasileiros.
“Isso é bom pro país: é o social integrado com o econômico. Quanto mais as pessoas pobres crescem, mais elas têm capacidade de consumo”, ressaltou Wellington Dias.
Região Norte
O Norte está entre as regiões com mais pessoas na insegurança alimentar e também com o maior número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família.
De acordo com o ministro, o Banco da Amazônia, junto ao Banco do Brasil, BNDES e agências de fomento dos estados da região estão trabalhando para que “essas pessoas que têm uma vocação sejam apoiadas com crédito barato e assistência técnica para poder melhorar a vida”.
O ministro citou como exemplos os que tiram a sobrevivência da castanha, do açaí, bem como, aquelas que trabalham com o comércio e serviços tecnológicos no estados do Norte do país.
“O investimento ao empreendedorismo vai significar um forte incremento para a produção de alimentos e para garantir florestas produtivas”.
Bolsa família e bets
O ministro ainda tratou o uso do benefício do Bolsa Família nas apostas online, conhecidas como bets.
Em 2024, 3,4% das pessoas usaram o cartão do Bolsa Família para jogos.
“Temos o uso do CPF de pessoas vulneráveis, do Cadastro Único do Bolsa Família, para lavagem de dinheiro. Há investigações em curso”, apontou.
Com o objetivo de driblar as fraudes e golpes no programa social, o ministro contou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil está realizando um trabalho, em parceria com o Ministério da Saúde, voltado para a educação e proteção psicossocial das pessoas.
“Estamos criando uma rede de psicólogos e assistentes sociais, para garantir um apoio psicológico para que a pessoa possa ter um autocontrole. Hoje temos um mecanismo muito maior para proteger. Por exemplo, o cancelamento dos cartões de crédito para uso com os jogos”, comentou.
Ponto Norte
O ministro Wellington Dias é o primeiro convidado do novo programa do Grupo Norte de Comunicação, que será lançado em fevereiro.
O Ponto Norte é um programa de entrevistas exclusivas com personalidades políticas que busca levantar informações e provocar discussões relevantes sobre temas atuais por meio do diálogo com autoridades.
Apresentado pela jornalista Samira Benoliel, o programa tem como objetivo orientar o público, promovendo uma compreensão mais profunda de questões sociais que afetam a população de Norte ao Sul do Brasil.