Atualmente, os medicamentos para emagrecimento disponíveis no mercado atuam no cérebro, proporcionando uma sensação de saciedade. No entanto, segundo especialistas, esse efeito tende a diminuir com o tempo.
Em uma nova pesquisa recém-divulgada, cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Centro de Pesquisas em Obesidade e Comorbidades da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram uma substância chamada NPY. Ela pode ser uma grande aliada no processo de emagrecimento.
O NPY age diretamente nas células de gordura, acelerando o metabolismo e ajudando o paciente a perder peso de forma mais frequente.
O estudo ainda está em fase experimental e atualmente está sendo testado em animais.
“Observamos que animais que não possuem o NPY em neurônios periféricos gastam menos calorias em condições normais”, afirma Bruna Bombassaro, pesquisadora envolvida na pesquisa.
A previsão é de que o produto possa chegar ao mercado farmacêutico em até dez anos, caso não haja intercorrências.
Ainda que esteja a um longo caminho até a comercialização de fato, Carolina Santos, modelo plus size e influenciadora digital, que enfrenta a diabete e a obesidade há 10 anos, já tem esperança de que novos medicamentos possam ajudá-la a emagrecer de maneira mais eficaz e com um preço acessível.
“Cada paciente tem seu grau de dificuldade para emagrecer, e acho que seria mais uma oportunidade, mais uma possibilidade para os pacientes utilizarem outros benefícios que possam ajudar no emagrecimento”, conclui Carolina.
*Com informações do SBT News